As nuvens mais escuras parecem mesmo estar ficando para trás com o ritmo de produção das usinas de biodiesel acelerando. Segundo dados divulgados hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a produção somou 387,2 milhões de litros no mês de julho. Essa é uma marca inédita para o setor e ultrapassa o recorde anterior – que era de maio de 2017 – em mais de 4,8%.
As nuvens mais escuras parecem mesmo estar ficando para trás com o ritmo de produção das usinas de biodiesel acelerando. Segundo dados divulgados hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a produção somou 387,2 milhões de litros no mês de julho. Essa é uma marca inédita para o setor e ultrapassa o recorde anterior – que era de maio de 2017 – em mais de 4,8%.
Esse movimento de retomada fica ainda mais claro quando se considera que todos os três melhores meses no histórico de produção do setor aconteceram esse ano: junho com 359,2 milhões de litros, maio com 369,3 milhões de litros e julho com 387,2 milhões de litros. Com outros cinco meses pela frente, 2017 tem boas chances de representar um ponto de virada para o setor que passou por um prolongado período de vacas magras no ano passado.
No somatório do ano, já foram fabricados 2,3 bilhões de litros de biodiesel. Isso representa 5% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Fundação frouxa
Embora represente um alívio bem-vindo para a indústria, esse avanço pode ser menos sólido do que parece. Isso porque o setor ainda está surfando a onda da implementação do B8 em março passado.
Ainda assim, há sinais promissores no horizonte. Na comparação entre julho de 2017 e julho de 2016, a produção avançou 14,7%. Um avanço um pouco maior do que os 14,2% que seria de se esperar considerando apenas o efeito do aumento da mistura obrigatória. Além disso, o mercado de óleo diesel começou a reagir em meses mais recentes o que pode apontar para uma volta ao crescimento sustentado da demanda.
Usinas
Ao todo, 33 usinas reportaram à ANP terem fabricado biodiesel no mês de julho. Esse número – e a identidade das empresas ativas – foi similar ao do mês passado.
Desse total, 21 unidades produtivas aumentaram o volume de biodiesel produzido entre junho e julho. Algumas delas de forma muito intensa apontando para uma recomposição da capacidade produtiva. A Biopar do MT, por exemplo, que havia retomado a produção em junho depois de ficar cinco meses parada multiplicou por sete o volume de biodiesel fabricado ultrapassando a marca de 2,5 milhões de litros.
A Olfar também está acelerando a produção em sua unidade recém-reativada em Porto Real (RJ). Em julho, a produção saltou mais de 300% chegando a 5,5 milhões de litros.
Já a campeã de produção em termos absolutos foi a Granol de Anápolis que colocou pouco menos de 29 milhões de litros de biodiesel no mercado – avanço de 10,5% no mês.
O Rio Grande do Sul o estado que mais produziu biodiesel em julho. Foram pouco mais de 100,5 milhões de litros fabricados a partir de 7 unidades produtivas ativas no mês.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As nuvens mais escuras parecem mesmo estar ficando para trás com o ritmo de produção das usinas de biodiesel acelerando. Segundo dados divulgados hoje (30) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a produção somou 387,2 milhões de litros no mês de julho. Essa é uma marca inédita para o setor e ultrapassa o recorde anterior – que era de maio de 2017 – em mais de 4,8%.
Esse movimento de retomada fica ainda mais claro quando se considera que todos os três melhores meses no histórico de produção do setor aconteceram esse ano: junho com 359,2 milhões de litros, maio com 369,3 milhões de litros e julho com 387,2 milhões de litros. Com outros cinco meses pela frente, 2017 tem boas chances de representar um ponto de virada para o setor que passou por um prolongado período de vacas magras no ano passado.
No somatório do ano, já foram fabricados 2,3 bilhões de litros de biodiesel. Isso representa 5% a mais do que no mesmo período do ano passado.
Fundação frouxa
Embora represente um alívio bem-vindo para a indústria, esse avanço pode ser menos sólido do que parece. Isso porque o setor ainda está surfando a onda da implementação do B8 em março passado.
Ainda assim, há sinais promissores no horizonte. Na comparação entre julho de 2017 e julho de 2016, a produção avançou 14,7%. Um avanço um pouco maior do que os 14,2% que seria de se esperar considerando apenas o efeito do aumento da mistura obrigatória. Além disso, o mercado de óleo diesel começou a reagir em meses mais recentes o que pode apontar para uma volta ao crescimento sustentado da demanda.
Usinas
Ao todo, 33 usinas reportaram à ANP terem fabricado biodiesel no mês de julho. Esse número – e a identidade das empresas ativas – foi similar ao do mês passado.
Desse total, 21 unidades produtivas aumentaram o volume de biodiesel produzido entre junho e julho. Algumas delas de forma muito intensa apontando para uma recomposição da capacidade produtiva. A Biopar do MT, por exemplo, que havia retomado a produção em junho depois de ficar cinco meses parada multiplicou por sete o volume de biodiesel fabricado ultrapassando a marca de 2,5 milhões de litros.
A Olfar também está acelerando a produção em sua unidade recém-reativada em Porto Real (RJ). Em julho, a produção saltou mais de 300% chegando a 5,5 milhões de litros.
Já a campeã de produção em termos absolutos foi a Granol de Anápolis que colocou pouco menos de 29 milhões de litros de biodiesel no mercado – avanço de 10,5% no mês.
O Rio Grande do Sul o estado que mais produziu biodiesel em julho. Foram pouco mais de 100,5 milhões de litros fabricados a partir de 7 unidades produtivas ativas no mês.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com