No primeiro mês do B10, foram processados mais de 1,5 milhão de toneladas de soja para abastecer as usinas de biodiesel com óleo
A chegada do B10 no mês de março turbinou a demanda por soja nas usinas de biodiesel. Mais de 1,51 milhão de toneladas do grão tiveram que ser esmagados para dar conta da produção do setor durante o mês de março. O volume é recorde. O dado acaba de ser divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A chegada do B10 no mês de março turbinou a demanda por soja nas usinas de biodiesel. Mais de 1,51 milhão de toneladas do grão tiveram que ser esmagados para dar conta da produção do setor durante o mês de março. O volume é recorde. O dado acaba de ser divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A quantidade de soja em grão esmagada para atender produção de biodiesel deu um salto de 37,5% em relação ao mês passado quando o consumo ficou perto de 1,1 milhão de toneladas.
Somados os primeiros três meses do ano pouco menos de 3,68 milhões de toneladas da oleaginosa foram processadas para sustentar a produção do biocombustível. Isso já representa 8,5% dos 43,2 milhões de toneladas de soja que a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) estima que serão processados no mercado interno ao longo deste ano.
Recorde
Segundo o histórico da ANP, antes de março a maior quantidade de soja processada em apenas um mês havia sido registrada em agosto do ano passado. Naquele mês, o equivalente em óleo ao processamento de quase 1,4 milhão de toneladas de soja foi destinado à produção do biocombustível.
O recorde foi superado por uma margem e 8,5%.
Participação
Apesar de volume bem maior, o aumento da participação percentual da soja na produção de biodiesel no mês de março não apresentou numa guinada tão forte ficando com 69,5%. Isso representa cerca de dois pontos percentuais acima do registrado em fevereiro.
No trimestre, o óleo de soja chegou a perder peso ficando com 67,9% do mercado das matérias-primas demandadas pelas usinas. Essa é a menor participação para a matéria-prima mais importante para a indústria brasileira de biodiesel num primeiro bimestre. No total, pouco menos de 766,4 milhões de litros foram fabricados a partir da soja.
Sebo
O sebo bovino recuperou um pouco da participação perdida no mês passado e ficou com 14,5% do mercado. Em termos absolutos, a produção foi de 65,7 milhões de litros.
Apesar de um crescimento da quase 37% no volume de biodiesel fabricado entre o mês passado e o anterior. A chegada do B10 não bastou para alavancar um recorde de consumo. Em outubro de 2015, o setor fabricou mais de 82,7 milhões de litros de biodiesel de sebo. Naquele mês, essa matéria-prima ficou com mais de 23,3% do mercado brasileiro.
As matérias-primas desconhecidas – agrupadas pela ANP sob a legenda “outros materiais graxos” – também não fecharam o mês com recorde, embora, nesse caso, tenha batido na trave. Elas representaram 9,6% do mercado em março cerca de um ponto percentual menos que em fevereiro.
A produção foi de 43,7 milhões de litros, cerca de 650 m³ menos que o recorde de maio de 2017 quando essa classe de matérias-primas ficou com uma fatia de 12% do mercado nacional atingindo seu pico.
Minoritárias
As demais fontes de óleos e gorduras utilizadas pela indústria em março –algodão, palma, milho, porco, frango e óleo de fritura usado – foram de 7,4% para pouco menos de 6,3% do mercado em apenas um mês.
No total, essas fontes contribuíram com 28,3 milhões de litros de biodiesel fabricado durante março. Um pouco mais que os 25 milhões de litros registrados em fevereiro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com