A crescente tensão comercial entre os Estados Unidos e a China já começa a dar sinais de que pode afetar o mercado global de soja.
Desde a eleição de Donald Trump, os Estados Unidos e a China vêm dando sinais de que sua, antes pacífica, relação vai ficar mais tensa. E as ondas de choque desse embate entre a primeira e a segunda economias do mundo já chegaram ao mercado de soja.
Desde a eleição de Donald Trump, os Estados Unidos e a China vêm dando sinais de que sua, antes pacífica, relação vai ficar mais tensa. E as ondas de choque desse embate entre a primeira e a segunda economias do mundo já chegaram ao mercado de soja.
Segundo o banco francês Société Générale, a tendência é que as cotações da soja no mercado futuro “caiam acentuadamente” no mercado norte-americano a medida em que a China passe a priorizar outros fornecedores do grão. “Disputas comerciais com a China poderão representar um catalisador negativo para os preços da soja dos EUA”, disse o analista do banco Rajesh Singla.
América do Sul
A queda dos preços na Bolsa de Chicago, contudo, não deve realmente baratear a soja mundo afora. Sem o grão norte-americano – os Estados Unidos são os maiores produtores da oleaginosa com uma colheita prevista em 117,2 milhões de toneladas nesta temporada –, a China deverá aumentar suas compras em países da América do Sul elevando as cotações locais.
“A soja na América do Sul será negociada a um prêmio sobre as cotações norte-americana em função dessa mudança na demanda”, prosseguiu Singla.
Além de privilegiar outros fornecedores, a China deverá ampliar sua própria produção de soja. O país asiático é o quarto maior produto – atrás dos Estados Unidos, Brasil e Argentina – com uma colheita prevista de 12,9 milhões de toneladas para a safra 2016/17.
O limite dessa disputa, no entanto, será a capacidade do governo de Pequim em conseguir satisfazer seu enorme apetite por soja – no ano passado os chineses importaram pouco mais de 83,2 milhões de toneladas das oleaginosa.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Agrimoney.com
Desde a eleição de Donald Trump, os Estados Unidos e a China vêm dando sinais de que sua, antes pacífica, relação vai ficar mais tensa. E as ondas de choque desse embate entre a primeira e a segunda economias do mundo já chegaram ao mercado de soja.
Segundo o banco francês Société Générale, a tendência é que as cotações da soja no mercado futuro “caiam acentuadamente” no mercado norte-americano a medida em que a China passe a priorizar outros fornecedores do grão. “Disputas comerciais com a China poderão representar um catalisador negativo para os preços da soja dos EUA”, disse o analista do banco Rajesh Singla.
América do Sul
A queda dos preços na Bolsa de Chicago, contudo, não deve realmente baratear a soja mundo afora. Sem o grão norte-americano – os Estados Unidos são os maiores produtores da oleaginosa com uma colheita prevista em 117,2 milhões de toneladas nesta temporada –, a China deverá aumentar suas compras em países da América do Sul elevando as cotações locais.
“A soja na América do Sul será negociada a um prêmio sobre as cotações norte-americana em função dessa mudança na demanda”, prosseguiu Singla.
Além de privilegiar outros fornecedores, a China deverá ampliar sua própria produção de soja. O país asiático é o quarto maior produto – atrás dos Estados Unidos, Brasil e Argentina – com uma colheita prevista de 12,9 milhões de toneladas para a safra 2016/17.
O limite dessa disputa, no entanto, será a capacidade do governo de Pequim em conseguir satisfazer seu enorme apetite por soja – no ano passado os chineses importaram pouco mais de 83,2 milhões de toneladas das oleaginosa.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Agrimoney.com