Primeiro relatório sobre a próxima safra de grãos aponta que produção nacional de oleaginosas deve continuar colada ao teto
Em termos da produção de oleaginosas, muito pouca coisa deve mudar entre a safra atual e da temporada 2018/19. A expectativa inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a colheita do próximo ano que praticamente repetiremos os números deste ano com uma leve tendência de queda depois de – mais um – resultado histórico.
Em termos da produção de oleaginosas, muito pouca coisa deve mudar entre a safra atual e da temporada 2018/19. A expectativa inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a colheita do próximo ano que praticamente repetiremos os números deste ano com uma leve tendência de queda depois de – mais um – resultado histórico.
Este ano, a soma da produção relatada pelos os agricultores das seis oleaginosas acompanhadas pela Conab – amendoim, canola, caroço de algodão, girassol, mamona e soja – atingiu a marca de 123 milhões de toneladas colhidos. Esse foi o segundo recorde seguido.
Para o próximo ciclo a Conab vê a produção entre 120,9 e 123,6 milhões de toneladas. Uma variação entre -1,7% até +0,5% em relação a produção atual.
Aconteça o que acontecer, os agricultores brasileiros deverão aumentar a área ocupada por esses seis cultivos. A estimava inicial é que os plantios fiquem entre 37 e 37,9 milhões de hectares – aumento entre 1,1% e 3,5% sobre os 36,6 milhões de hectares registrados este ano.
Soja
Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja manterá a liderança isolada na produção. Embora com uma dianteira ligeiramente inferior à atual.
Este ano, as 119,3 milhões de toneladas do grão colhidas pelos sojicultores nacionais representou 97% da produção total de oleaginosas. Em 2019, a expectativa é que a produção fique entre 117 e 119,4 milhões de toneladas. Isso deverá representar entre 96,8% e 96,6% da produção prevista.
Algodão
Esse espaço deverá ser tomado principalmente pelo caroço de algodão que, depois de ter amargado alguns anos relativamente em baixa, vem passando por uma boa fase. Na próxima safra, a cotonicultura deverá ocupar entre 1,27 e 1,41 milhão de hectares. Se confirmar o teto de plantio, esta seria a maior área dedicada à cultura desde 1991/92.
Com isso a produção deverá ficar entre 3,12 e 3,47 milhões de toneladas podendo fazer deste o melhor ano em todo o histórico.
As projeções também são muito positivas para as lavouras de amendoim a produção girando entre 514 e 525,6 mil toneladas. Esse resultado ficaria bem próximo ao recorde de 524,6 mil toneladas registrado na safra 1979/78.
Com um crescimento entre 6,4% e 6,8% sobre a colheita deste ano, o girassol deverá render de 151,3 até 151,9 milhares de toneladas aos agricultores.
Por fim, temos a mamona e a canola que deverão caminhar praticamente de lado este ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com