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Apesar da pouca chuva, safra de soja não deverá sofrer grande perda

chuva soja_110113Apesar da recente falta de chuvas em diversas regiões produtoras, a safra de soja do Brasil não deverá ser afetada como em 2011.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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Apesar da recente falta de chuvas em diversas das regiões produtoras, a safra de soja do Brasil não deverá ser afetada como em 2011.

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Com a quantidade de chuvas aquém da esperada neste verão, alguns produtores de soja vêm demonstrando publicamente sua preocupação com a possibilidade da tão celebrada supersafra brasileira deste ano ficar somente na promessa. Mas, de acordo com especialistas ouvidos por BiodieeselBR.com, ainda estamos longe de poder falar em catástrofe.

Segundo o diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, é garantido que haverão perdas de produtividade no estado, mas não dá para dizer que amplitude elas terão. “Como as colheitas iniciaram no final de dezembro, ainda não temos dados concretos para confirmar as perdas. Mas a irregularidade nas chuvas tem sido muito grande, todas as regiões devem ser um pouco afetadas”, avalia o diretor.

No vizinho Mato Grosso do Sul, , desde o início do mês tem chovido em média de 1 a 5 milímetros por dia no Mato Grosso do Sul – o ideal para as lavouras nessa fase seria algo entre 7 e 8 mm. Por isso, Aprosoja/MS enviou uma comissão técnica para alguns municípios, com o intuito de mensurar as condições das lavouras de soja no estado. “Temos recebido reclamações da falta de chuva, principalmente dos produtores da região Sul do estado. Ainda estamos num processo de quantificação dos danos, mas no Norte, que é onde estamos fazendo levantamento neste momento, os problemas são pontuais”, acalma o diretor executivo entidade, Leonardo Carlotto.

Apesar dos sobressaltos, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está otimista. Um levantamento feito pela empresa pública aponta que a produtividade da oleaginosa vem se mantendo elevada na maior parte dos 27,35 milhões de hectares que foram plantadas país a fora. E tudo indica que teremos, sim senhor, uma excelente colheita. “De fato, o clima não está tão favorável como as previsões indicavam, mas ainda não há perspectiva de quebra na safra como houve no ano passado”, afirma Leonardo Amazonas, analista de mercado da Conab.

O boletim de acompanhamento da safra brasileira, divulgado nesta quarta-feira (09), garante que os problemas climáticos que ocorreram em dezembro de 2011 não se repetiram neste ano. “Assim, as primeiras colheitas que ocorrerão em janeiro, safra 2012/13, deverão vir com alta produtividade, o que provavelmente se repetirá no restante da safra, estimando-se um incremento de produtividade de 14% em relação à safra 2011/12”.

Outra instituição de referência quando a assunto são os números do agronegócio brasileiro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP) vai na mesma linha e sinaliza que, embora existam, os problemas climáticos são pontuais e, pelo menos por enquanto, não são suficientes para afetar a produção ou o preço da soja.

Projeções
Em dezembro, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estimou que a safra brasileira de soja na temporada 2012/2013 seria superior à norte-americana, fechando a colheita em 81 milhões de toneladas – um recorde para o país.

No entanto, quando a pesquisa foi feita o plantio ainda não havia sido concluído, o que deixaria a safra brasileira vulnerável aos efeitos das condições climáticas. Agora, o clima mostra instabilidade em várias regiões do país e as projeções podem mudar.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com
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