A safra de soja do Brasil 2025/26 foi estimada nesta terça-feira (11) em recorde de 180 milhões de toneladas, apontou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em relatório mensal, indicando um aumento de 2 milhões de toneladas ante o projetado em janeiro.
A colheita do país, maior produtor e exportador global de soja, superaria em 8,5 milhões de toneladas a registrada na temporada anterior, segundo números do USDA. A reavaliação da projeção foi feita enquanto o país já está colhendo a safra 2025/26.
O USDA elevou sua estimativa para a produção brasileira de soja em momento em que agricultores norte-americanos enfrentam forte concorrência dos fornecedores sul-americanos nas vendas globais.
A China, maior importadora mundial de soja, deve aumentar as importações de soja brasileira no primeiro semestre, já que a produção recorde e os preços competitivos impulsionam os embarques, segundo operadores.
A China comprou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA após o descongelamento das relações entre Pequim e Washington desde o final de outubro. No entanto, as compras foram feitas inteiramente pelas estatais Sinograin e Cofco, com os preços mais altos dos EUA deixando os comerciantes privados de fora.
A projeção do USDA veio acima da expectativa de analistas, que esperavam um aumento para 179,39 milhões de toneladas, de acordo com uma pesquisa da Reuters.
O que vai ocorrer com o milho
O USDA manteve a projeção de safra de milho do Brasil em 131 milhões de toneladas em 2025/26, estável ante previsão de janeiro – analistas esperavam um aumento para 132,58 milhões de toneladas.
A maior parte da colheita do cereal no país é obtida na segunda safra, que está sendo plantada e ainda depende das condições climáticas ao longo do ciclo.
O clima favorável beneficiou amplamente a soja brasileira. Na semana passada, as consultorias StoneX e Céleres também elevaram suas projeções para a produção do país, citando rendimentos maiores do que o esperado anteriormente.
Em contrapartida, o calor e a seca alimentaram preocupações com possíveis perdas nas safras da Argentina.
O USDA manteve suas estimativas para as safras de milho e soja da Argentina em 53 milhões de toneladas métricas e 48,5 milhões de toneladas, respectivamente. Analistas esperavam, em média, reduções leves.