Volume do grão exportado foi 6% menor do que no mesmo período do ano passado
As exportações brasileiras de soja em grão continuam caminhando numa marcha mais lenta do que a de anos anteriores. No mês passado, um pouco mais de 6,09 milhões de toneladas saíram do país com destino ao exterior, segundo os dados mais recentes do Ministério da Economia a respeito da balança comercial brasileira. Este volume representa uma contração de aproximadamente 6% – 391,1 mil toneladas a menos – em relação a agosto de 2021.
O menor volume da oleaginosa exportado reflete a menor disponibilidade de soja no Brasil depois da quebra de safra ocorrida no ciclo 2021/22. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, em dezembro, chegou a projetar a colheita de 142,8 milhões de toneladas agora estima um resultado próximo a 124 milhões de toneladas – 13% menor abaixo do teto.
As exportações brasileiras de soja em grão continuam caminhando numa marcha mais lenta do que a de anos anteriores. No mês passado, um pouco mais de 6,09 milhões de toneladas saíram do país com destino ao exterior, segundo os dados mais recentes do Ministério da Economia a respeito da balança comercial brasileira. Este volume representa uma contração de aproximadamente 6% – 391,1 mil toneladas a menos – em relação a agosto de 2021.
Essa queda nas exportações é consistente com o movimento de redução na quantidade de grão in natura e aumento nos volumes de produtos processados que os exportadores do complexo soja vem fazendo nos últimos meses. Até julho, as vendas de óleo de soja para o mercado externo somavam 1,49 milhão de toneladas – o melhor para o período desde 2005.
O menor volume da oleaginosa exportado reflete a menor disponibilidade de soja no Brasil depois da quebra de safra ocorrida no ciclo 2021/22. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que, em dezembro, chegou a projetar a colheita de 142,8 milhões de toneladas agora estima um resultado próximo a 124 milhões de toneladas – 13% menor abaixo do teto.
Ainda assim, não é realmente possível dizer que 6 milhões de toneladas exportadas representem um volume ruim para um mês de agosto. O resultado é o terceiro maior para o período no histórico, perdendo apenas para 2021 (6,48 milhões de toneladas) e 2018 (8,12 milhões de toneladas). Vale ressaltar que 2018 foi um ano bastante atípico para o complexo soja brasileiro em função das rusgas comerciais entre Estados Unidos e China que acabou desviando uma parte maior da demanda do gigante asiático para o Brasil.
O impacto da quebra da safra se concentrou principalmente nos meses de abril e maio. Num ciclo normal para a soja brasileira, esses meses representariam o ápice da demanda externa pela oleaginosa nacional. Em 2022, este pico acabou abortado. É só agora que as exportações voltam a se aproximar mais perceptivelmente a média dos últimos anos.
Recorde de faturamento
Apesar dos volumes relativamente frustrantes, graças aos bons preços que a soja tem recebido no mercado externo, os ganhos do país com seu principal produto agrícola nunca foram tão bons. Em agosto, o faturamento com a venda de soja foi de US$ 3,79 bilhões. O maior para o mês num histórico que vem desde 1997.
Com mais este resultado, os ganhos já passam dos US$ 39 bilhões. Isso já garante o recorde de faturamento com quatro meses de antecedência. No ano passado inteiro, o valor recebido com a venda de soja foi de US$ 38,6 bilhões.
Esse movimento tende perder força nos próximos meses não só porque o volume exportado tende a cair bastante nos últimos meses do ano, mas também porque os preços da soja parecem estar entrando numa descendente.
Em agosto, a tonelada de soja brasileira foi exportada por US$ 623,10. Embora continue bastante elevado, esse foi a segunda retração seguida no preço desde o pico de US$ 630,22 por tonelada registrado em junho.
Destino
Como de costume, o destino mais comum da soja brasileira em agosto foi a China.
O país absorveu 73,2% da oleaginosa embarcada pelo país no mês passado – acima da média do ano que é de 69% – rendendo aos exportadores brasileiros perto do US$ 2,79 bilhões.
O principal ponto de saída da soja brasileira em agosto foi o Porto de São Luís onde foram embarcados 1,23 milhão de toneladas de soja.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com