Volume embarcado nos primeiros seis meses do ano recuou 2% em relação ao mesmo período do ano passado
Apesar da relação entre Estados Unidos e China continuar tumultuada, as exportações brasileiras de soja não estão apresentando o mesmo desempenho dos outros meses do ano. Segundo dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em junho as exportações recuaram 13% em volume com embarques pouco maiores que 9 milhões de toneladas.
Apesar da relação entre Estados Unidos e China continuar tumultuada, as exportações brasileiras de soja não estão apresentando o mesmo desempenho dos outros meses do ano. Segundo dados oficiais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), em junho as exportações recuaram 13% em volume com embarques pouco maiores que 9 milhões de toneladas.
Com mais esse resultado, o semestre fechou com 45,3 milhões de toneladas de soja em grão exportadas. Cerca de 2% abaixo dos 46,2 milhões de toneladas apuradas durante o mesmo período do ano passado. O volume é o segundo maior no histórico mantido pelo ministério.
Tendência
Embora a tendência de baixa nas exportações já venha se consolidando desde março. Graças ao resultado muito positivo no primeiro bimestre – quando as exportações apresentaram crescimento de 66,8% – até o mês passado o acumulado de 2019 ainda se mantinha acima do apurado em 2018.
O motivo da retração foi a redução do apetite da China por soja brasileira. As importações do país asiático encolheram 6,9% durante o primeiro semestre ficando em 33,4 milhões de toneladas – volume inferior não apenas em relação ao de 2018, mas também ao da primeira metade de 2017 quando as importações somaram 34,1 milhões de toneladas.
As perdas na China foram parcialmente compensadas pelo aumento das vendas para outros mercados. Os embarques brasileiros para outros destinos somaram cerca de 11,9 milhões no primeiro semestre, crescimento de 14,9%.
Embora continue sendo – isolada – a maior compradora da soja brasileira, o peso da China nas exportações nacionais encolheu de 77,6% para 73,8%. É a menor fatia desde 2013.
Queda antecipada
A desaceleração das exportações brasileiras não é pegou o mercado exatamente de surpresa.
Além da China estar enfrentando um surto de peste suína africana de grandes proporções o que impacta negativamente a demanda do grão pelo mercado de rações; o Brasil voltou a sofrer concorrência da Argentina, cuja produção de soja voltou a níveis normais depois de uma quebra importante da safra 2017/18.
Estimativas da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apontam que as exportações de soja em grão encerrarão o ano 68,1 milhões de toneladas, 18,5% menores do que as do ano passado.
Lucro menor
Além da queda nos embarques, os sojicultores brasileiros também estão recebendo menos pela soja exportada. No semestre, os ganhos foram de US$ 15,9 bilhões, 13,4% abaixo do mesmo período de 2018.
Em junho, a cotação média da tonelada de soja exportada pelo brasil foi de US$ 342,3. O valor ficou 1,4% abaixo do apurado em maio. Os valores pagos pela soja brasileira vêm recuando desde maio do ano passado quando os importadores pagaram US$ 404,63 por tonelada. No acumulado, a queda já passa de 15,4%
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com