O Brasil está em contagem regressiva para se tornar a potência dominante da sojicultura mundial. Segundo projeções publicadas na semana passada pela da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção brasileira deverá superar a dos Estados Unidos – atual campeão mundial – entre 2018 e 2019.
O Brasil está em contagem regressiva para se tornar a potência dominante da sojicultura mundial. Segundo projeções publicadas na semana passada pela da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção brasileira deverá superar a dos Estados Unidos – atual campeão mundial – entre 2018 e 2019.
Os dados fazem parte da nova edição do relatório de Perspectivas Agrícolas que reúne as apostas dos técnicos dos dois organismos internacionais para a evolução dos mercados agrícolas nos 10 anos entre 2016 e 2025. Tudo leva a crer que a sojicultura terá uma boa década pela frente, com produção e consumo e alta.
A produção deve avançar cerca de 17,7% indo dos atuais 318,7 milhões de toneladas colhidas este ano, para aproximadamente 393,9 milhões de toneladas em 2025. Na ponta da demanda, o avanço no período será ainda mais forte – 22,7% em âmbito global –, sendo puxado principalmente pela expansão nos mercados da América Latina e Caribe (32%) e da Ásia (26%). Na ponta do lápis, o consumo sairá de 320,9 até chegar em 393,9 milhões de toneladas.
Isso deixará o balanço de oferta de soja em grão negativo durante uma parte do período, o que parece sinalizar para uma década de preços consideravelmente firmes. Os estoques globais da oleaginosa encolhendo cerca de 4% e fechando em 34,8 milhões de toneladas. O grosso desse impacto vai se concentrar nos dois primeiros anos da série quando os estoques devem recuar 4,4 milhões de toneladas chegando em 2017 com 33,9 milhões de toneladas. O balanço deverá se manter negativo até 2021 quando a oferta vai, finalmente, voltar a superar a demanda.
Brasil
Embora a produção brasileira não tenha tido um ano dos mais gratos, frustrando a expectativa para este ano da FAO/OCDE que apostava numa colheita acima da marca de 100,1 milhões de toneladas – os dados mais recentes da Conab indicam uma colheita de 95,6 milhões de toneladas. A expectativa é que a produção chegará a 135,4 milhões de toneladas em 2025.
O avanço previsto é de 26,2% o que coloca o Brasil solidamente acima do ritmo de crescimento da sojicultura mundial. Dos 10 maiores produtores globais da oleaginosa – responsáveis por cerca de 96,5% da produção global – apenas a Índia tem projeções melhores que as nossas com 26,8% de crescimento.
Ainda assim, a produção indiana está uma ordem de magnitude abaixo da brasileira. Em 2025, o país asiático deve ficar em 11,9 milhões de toneladas.
Já os Estados Unidos será a pior do grupo dos 10 mais com crescimento de módicos 5,6%. De 105 para 114,2 milhões de toneladas.
Expansão
A principal razão para o crescimento brasileiro será a expansão da área plantada. Segundo o relatório, em 2025 a safra brasileira contará com quase 41,2 milhões de hectares, cerca de um terço maior do que hoje em dia.
Isso quer dizer que aproximadamente 30% das lavouras de soja do mundo -- 139,8 milhões de hectares em 2025 – estarão no Brasil.
Outra notícia positiva para o complexo soja brasileiro vem do esmagamento. Apesar do crescimento na oferta do grão, o percentual esmagado internamente deve chegar a 45,4% cerca de dois pontos percentuais maior do que as atuais projeções da FAO/OCDE.
A integra do relatório Perspectivas Agrícolas 2016-2015 pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Brasil deve se tornar maior produtor global de soja até 2019
Segundo projeções publicadas pela FAO e pela OCDE, o Brasil deve se tornar o líder do mercado mundial de soja entre os anos de 2018 e 2019.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
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