A produção de biodiesel a partir de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) vai mais do que dobrar ao longo dos próximos 10 anos. A projeção está no relatório Panorama Agrícola 2016-2025 publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A produção de biodiesel a partir de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) vai mais do que dobrar ao longo dos próximos 10 anos. A projeção está no relatório Panorama Agrícola 2016-2025 publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo os dados do relatório, até o final deste ano cerca de 2,9 bilhões de litros de biodiesel serão fabricados a partir de matérias-primas consideradas como resíduos – grupo que reúne principalmente óleo de cozinha usado, materiais graxos e gorduras animais sem uso alimentar relevante. Até 2025, esse volume saltará para pouco mais de 6 bilhões de litros.
Considerando a expansão de praticamente um quarto no volume de biodiesel fabricado anualmente, a participação dos OGRs no mix de matérias-primas utilizadas pelo setor deve avançar de 8,7% este ano para 14,6% no final do período.
Líder
A maior parte dessa produção virá dos Estados Unidos onde os materiais residuais responderão por praticamente 4,6 bilhões de litros de biodiesel em 2025 – pouco menos da metade da produção total de 9,7 bilhões de litros projetada para aquele mesmo ano.
A indústria norte-americana será a única a superar a marca de um bilhão de litros produzidos anualmente. Uma boa pista para o sucesso dos Estados Unidos nessa empreitada está no aproveitamento do óleo residual não comestível de milho cuja oferta vem crescendo pelo uso do grão pela indústria de etanol no país.
O Brasil vem logo atrás. Em 2025, serão 566,5 milhões de litros de biodiesel feitos com OGRs. Isso representa aproximadamente 13,2% da produção nacional para o final do período – vale lembrar que o cenário da OCDE e da FAO não leva em conta a expansão do mercado para o B10 até 2019 trazida pela Lei 13.263/2016.
Levando em conta exclusivamente os dados da FAO/OCDE, o crescimento dessa matéria-prima no Brasil será de 173%.
Além destes, outros quatro países chegarão à 2025 com volumes de produção a partir de OGRs superiores a 100 milhões de litros ao ano: Índia (247,9), Austrália (200), Canadá (194,5) e Indonésia (150,5). Com exceção do Canadá cuja expansão será de módicos 2,4%, em todos os outros a produção deverá, pelo menos, dobrar.
A integra do relatório Perspectivas Agrícolas 2016-2015 pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A produção de biodiesel a partir de óleos e gorduras reaproveitados (OGRs) vai mais do que dobrar ao longo dos próximos 10 anos. A projeção está no relatório Panorama Agrícola 2016-2025 publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo os dados do relatório, até o final deste ano cerca de 2,9 bilhões de litros de biodiesel serão fabricados a partir de matérias-primas consideradas como resíduos – grupo que reúne principalmente óleo de cozinha usado, materiais graxos e gorduras animais sem uso alimentar relevante. Até 2025, esse volume saltará para pouco mais de 6 bilhões de litros.
Considerando a expansão de praticamente um quarto no volume de biodiesel fabricado anualmente, a participação dos OGRs no mix de matérias-primas utilizadas pelo setor deve avançar de 8,7% este ano para 14,6% no final do período.
Líder
A maior parte dessa produção virá dos Estados Unidos onde os materiais residuais responderão por praticamente 4,6 bilhões de litros de biodiesel em 2025 – pouco menos da metade da produção total de 9,7 bilhões de litros projetada para aquele mesmo ano.
A indústria norte-americana será a única a superar a marca de um bilhão de litros produzidos anualmente. Uma boa pista para o sucesso dos Estados Unidos nessa empreitada está no aproveitamento do óleo residual não comestível de milho cuja oferta vem crescendo pelo uso do grão pela indústria de etanol no país.
O Brasil vem logo atrás. Em 2025, serão 566,5 milhões de litros de biodiesel feitos com OGRs. Isso representa aproximadamente 13,2% da produção nacional para o final do período – vale lembrar que o cenário da OCDE e da FAO não leva em conta a expansão do mercado para o B10 até 2019 trazida pela Lei 13.263/2016.
Levando em conta exclusivamente os dados da FAO/OCDE, o crescimento dessa matéria-prima no Brasil será de 173%.
Além destes, outros quatro países chegarão à 2025 com volumes de produção a partir de OGRs superiores a 100 milhões de litros ao ano: Índia (247,9), Austrália (200), Canadá (194,5) e Indonésia (150,5). Com exceção do Canadá cuja expansão será de módicos 2,4%, em todos os outros a produção deverá, pelo menos, dobrar.
A integra do relatório Perspectivas Agrícolas 2016-2015 pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com