Há bons motivos para a indústria global de biodiesel manter uma dose saudável de otimismo em relação ao futuro. Dentro dos próximos dez anos a produção mundial deste biocombustível deverá avançar animadores 24,5% até 2025. As projeções são de responsabilidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e fazem parte do relatório de Perspectivas Agrícolas 2016-2015 que foi publicado no começo da semana passada.
Há bons motivos para a indústria global de biodiesel manter uma dose saudável de otimismo em relação ao futuro. Dentro dos próximos dez anos a produção mundial deste biocombustível deverá avançar animadores 24,5%, indo dos atuais 33,2 bilhões de litros para 41,4 bilhões de litros em 2025. As projeções são de responsabilidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e fazem parte do relatório de Perspectivas Agrícolas 2016-2015 que foi publicado no começo da semana passada.
Em termos de crescimento, os produtores de biodiesel vão deixar os de etanol comendo poeira uma vez que a expansão projetada para o etanol ao longo do período é de modestos 7,7%.
Apesar do ritmo de crescimento bem mais veloz, o volume fabricado de biodiesel ainda representará uma fração do de etanol. Em 2016, a produção de álcool combustível deve chegar a 119,3 bilhões de litros indo para 128,4 bilhões de litros em 2015 – cerca de três vezes o que deverá ser fabricado de biodiesel.
Distribuição
O mapa do biodiesel não deve mudar muito. Segundo o relatório, hoje, a produção se distribui por 25 nações mais a União Europeia e deve continuar assim ao longo dos próximos 10 anos. Até mesmo a concentração do mercado deverá mudar pouco.
Hoje os cinco maiores produtores – UE, Estados Unidos, Brasil, Argentina e Indonésia, nessa ordem – concentram 80,3% da produção. Em 2025, essa proporção será de 79,4%
Mesmo assim, o mercado deverá viver algumas mudanças bastante notáveis.
A primeiro é o declínio da liderança da União Europeia. Ela ainda deve chegar em 2025 como maior mercado global de biodiesel, mas, a partir de 2020 sua produção vai começar a andar de marcha à ré e chegar a 2025 com produção anual de 11,5 bilhões de litros o que é 7% menos do que os 28 países do bloco europeu fabricam hoje.
Enquanto isso Estados Unidos, Indonésia Argentina e deverão pisar no acelerador.
Nos Estados Unidos a produção deverá crescer 62,5% em 10 anos. Em termos de produção isso significa um acréscimo de 3,7 bilhões de litros com o volume fabricado anualmente chegando a perto dos 9,8 bilhões de litros.
Já a Argentina e a Indonésia deverão chegar ao final da linha praticamente empatadas com uma produção de 3,6 bilhões de litros anuais. A vantagem, no entanto, será do país asiático que vai mais do que dobrar o volume anual de produção e tomar a quarta colocação do ranking de nossos vizinhos.
Brasil
A situação do Brasil um tanto mais curiosa. Segundo o relatório, as usinas brasileiras devem patinar até 2019 quando o ritmo de crescimento voltará a engrenar até chegarmos em 2025 com uma produção de 4,3 bilhões de litros – crescimento de 5,7% no período.
No entanto, o relatório parece não levar em consideração os efeitos da aprovação do novo marco regulatório do setor no final de março passado. Segundo a Lei 13.263, a mistura obrigatória avançará um ponto percentual por ano até chegar a 10% em 2019 e abre espaço para que o país avance até o B15 a partir de 2019.
Há bons motivos para a indústria global de biodiesel manter uma dose saudável de otimismo em relação ao futuro. Dentro dos próximos dez anos a produção mundial deste biocombustível deverá avançar animadores 24,5%, indo dos atuais 33,2 bilhões de litros para 41,4 bilhões de litros em 2025. As projeções são de responsabilidade da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e fazem parte do relatório de Perspectivas Agrícolas 2016-2015 que foi publicado no começo da semana passada.
Em termos de crescimento, os produtores de biodiesel vão deixar os de etanol comendo poeira uma vez que a expansão projetada para o etanol ao longo do período é de modestos 7,7%.
Apesar do ritmo de crescimento bem mais veloz, o volume fabricado de biodiesel ainda representará uma fração do de etanol. Em 2016, a produção de álcool combustível deve chegar a 119,3 bilhões de litros indo para 128,4 bilhões de litros em 2015 – cerca de três vezes o que deverá ser fabricado de biodiesel.
Distribuição
O mapa do biodiesel não deve mudar muito. Segundo o relatório, hoje, a produção se distribui por 25 nações mais a União Europeia e deve continuar assim ao longo dos próximos 10 anos. Até mesmo a concentração do mercado deverá mudar pouco.
Hoje os cinco maiores produtores – UE, Estados Unidos, Brasil, Argentina e Indonésia, nessa ordem – concentram 80,3% da produção. Em 2025, essa proporção será de 79,4%
Mesmo assim, o mercado deverá viver algumas mudanças bastante notáveis.
A primeiro é o declínio da liderança da União Europeia. Ela ainda deve chegar em 2025 como maior mercado global de biodiesel, mas, a partir de 2020 sua produção vai começar a andar de marcha à ré e chegar a 2025 com produção anual de 11,5 bilhões de litros o que é 7% menos do que os 28 países do bloco europeu fabricam hoje.
Enquanto isso Estados Unidos, Indonésia Argentina e deverão pisar no acelerador.
Nos Estados Unidos a produção deverá crescer 62,5% em 10 anos. Em termos de produção isso significa um acréscimo de 3,7 bilhões de litros com o volume fabricado anualmente chegando a perto dos 9,8 bilhões de litros.
Já a Argentina e a Indonésia deverão chegar ao final da linha praticamente empatadas com uma produção de 3,6 bilhões de litros anuais. A vantagem, no entanto, será do país asiático que vai mais do que dobrar o volume anual de produção e tomar a quarta colocação do ranking de nossos vizinhos.
Brasil
A situação do Brasil um tanto mais curiosa. Segundo o relatório, as usinas brasileiras devem patinar até 2019 quando o ritmo de crescimento voltará a engrenar até chegarmos em 2025 com uma produção de 4,3 bilhões de litros – crescimento de 5,7% no período.
No entanto, o relatório parece não levar em consideração os efeitos da aprovação do novo marco regulatório do setor no final de março passado. Segundo a Lei 13.263, a mistura obrigatória avançará um ponto percentual por ano até chegar a 10% em 2019 e abre espaço para que o país avance até o B15 a partir de 2019.
Isso pode levar a produção no Brasil a superar o cenário traçado pelos técnicos da FAO e da OCDE.
A integra do relatório Perspectivas Agrícolas 2016-2015 pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com