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Aumenta interesse no uso tabaco como matéria-prima para o biodiesel

tabaco EUA_210513Pesquisadores da Universidade da Califórnia estão trabalhando para modificar geneticamente o tabaco para criar uma variedade com potencial para a produção de biodiesel.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
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Pesquisadores da Universidade da Califórnia estão trabalhando para modificar geneticamente o tabaco para criar uma variedade com potencial para a produção de biodiesel.

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Embora esteja bem longe de receber o mesmo tratamento de estrela em ascensão dispensado a outras matérias-primas de grande potencial, como as microalgas ou o pinhão-manso, o tabaco vem ganhando simpatia no meio acadêmico. A mais nova noticia mostra que a Universidade da Califórnia (UC) vem pesquisando o uso energético dessa cultura.

Embora seja comercialmente importante ao redor do planeta, a cultura do tabaco foi colocada contra as cordas desde que seu principal comprador – a indústria do cigarro – passou ser publicamente hostilizada em função dos inegáveis malefícios de seus produtos para a saúde humana. Para tentar salvar o ganha-pão de vários milhares de pequenos agricultores, pesquisadores estão tentando encontrar novos usos para a planta, entre os quais o aprimoramento de seu potencial energético.

Com esse objetivo pesquisadores do Departamento de Biologia Vegetal e Microbiana da UC estão usando engenharia genética para desenvolver uma nova variedade de tabaco com alto teor de óleo. Para tanto eles estão transplantando genes de variedade de algas ricas em óleo para o fumo. O projeto conta com financiamento de US$ 4,8 milhões do Departamento de Energia do governo norte-americano. “Esse [o tabaco] é um cultivo que produz muita biomassa. Se você quer extrair óleo, então, quanto mais biomassa você tiver, mais óleo via conseguir. Além disso, como o tabaco não é uma cultura alimentar, sua transformação em biocombustíveis não vai afetar os mercados”, diz a cientista Peggy Lemaux que lidera o projeto.

Embora admita que serão necessários vários anos até que haja uma cultivar pronta para o mercado, Lemaux diz que os resultados preliminares são animadores.

Outras pesquisas
No começo do ano passado, foi lançada aqui no Brasil uma variedade de tabaco desenvolvida por uma empresa de biotecnologia italiana cujas sementes possuem teor elevado de óleo. Em abril, o pesquisador norte-americano, Ron Petruso, divulgou um processo para extrair óleo das folhas da planta.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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