Levantamento realizado pela T&E indica que os países europeus importam 80% dos óleos e gorduras residuais (OGRs) usados em seu mercado de biocombustíveis criando oportunidades para fraudes
Um estudo recém-publicado pela Transport & Environment (T&E) – grupo ativista que milita pela mobilidade sustentável – aponta que as importações em massa de óleos e gorduras residuais (OGRs) pela indústria de biocombustíveis da União Europeia tem permitido que as regras de sustentabilidade do bloco sejam fraudadas.
Nos últimos anos, a UE criou incentivos para que os biocombustíveis sejam fabricados a partir de matérias-primas residuais fazendo com que o consumo desse material mais do que dobrasse de 2015 até o ano passado. A demanda deverá aumentar ainda mais à medida que a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) aumente nos próximos anos. No final de abril, o Parlamento Europeu chegou a um acordo para a criação de um mandato para o uso de combustíveis renováveis pelo setor de aviação.
Para atender à demanda, os países do bloco passaram a importar volumes crescentes de óleo de cozinha usado.
Um estudo recém-publicado pela Transport & Environment (T&E) – grupo ativista que milita pela mobilidade sustentável – aponta que as importações em massa de óleos e gorduras residuais (OGRs) pela indústria de biocombustíveis da União Europeia tem permitido que as regras de sustentabilidade do bloco sejam fraudadas.
Nos últimos anos, a UE criou incentivos para que os biocombustíveis sejam fabricados a partir de matérias-primas residuais fazendo com que o consumo desse material mais do que dobrasse de 2015 até o ano passado. A demanda deverá aumentar ainda mais à medida que a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) aumente nos próximos anos. No final de abril, o Parlamento Europeu chegou a um acordo para a criação de um mandato para o uso de combustíveis renováveis pelo setor de aviação.
Para atender à demanda, os países do bloco passaram a importar volumes crescentes de óleo de cozinha usado.
Hoje, cerca de 80% do material consumido no bloco vem de fora sendo que 60% têm origem na China.
Há suspeitas de que o mercado chinês venha sendo usado para maquiar exportações de óleo de palma virgem oriundo da Indonésia e da Malásia. O óleo de palma não pode mais ser usado no mercado europeu de biocombustíveis. Em meados deste ano a Comissão Europeia abriu investigação para apurar acusações feitas pelo governo da Alemanha.
Segundo Barbara Smailagic, expert em biocombustíveis da T&E, o mercado precisa de mais transparência. “Precisamos de mais transparência e de um limite sobre as importações para evitar que o mercado de OGRs se tornem uma rota para a entrara alternativa de óleo de palma oriundo de desmatamento”, diz acrescentando que também tem havido um aumento nas importações de efluentes do processo de processamento de palma – como destilados ácidos graxos de palma – que passaram a ser classificados como resíduos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da T&F e The Guardian