Seca deve provocar nova queda na produção de mamona no NE
Pelo segundo ano seguido, a safra de mamona deverá sofrer quebra em função da forte estiagem registrada nas principais áres produtoras.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Pelo segundo ano seguido, a safra de mamona deverá sofrer quebra em função da forte estiagem registrada nas principais áres produtoras.
Apontada como uma das matérias-primas de maior potencial para a produção de biocombustíveis no início do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), a mamona nunca chegou a cumprir essa promessa. Há tempos que o seu desempenho nos campos não chega nem de perto do obtido em seus tempos áureos entre a década de 1970 até início dos anos 1990. A safra 2012/13 deverá ser particularmente frustrante, com a oleaginosa registrando o pior resultado em 36 anos – pelo segundo ano seguido.
Para a temporada 2012/13, a perspectiva é de uma colheita ainda mais minguada do que a, já desastrosa, safra 2011/12. Os dados não são conclusivos, mas a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – que acompanha a produção da oleaginosa desde 1976 – é que a colheita da mamona não ultrapasse 15,4 mil toneladas. É quase a metade do que foi colhido no ano passado [veja gráfico].
Segundo o analista de mercado da Conab, Leandro Corder, a seca prolongada que vem afetando o Nordeste – principal região produtora da mamona – por dois anos seguidos é o principal indicativo da provável queda na colheita. “Tivemos um período de estiagem ainda mais acentuado que o registrado em 2012. E isso impactou significativamente nas lavouras de mamona”, disse o técnico à BiodieselBR.com.
O resultado ruim contradiz as primeiras estimativas para a safra 2012/13 publicadas pela Conab no começo de janeiro passado. Nos números divulgados no começo do ano, a perspectiva era de retomada da produção depois da quebra registrada no ano anterior.
Comportamento semelhante também foi observado quanto à área plantada. O levantamento preliminar da Conab mostra que o espaço ocupado pela oleaginosa nos campos vem diminuindo consideravelmente. Um sinal de que muitos agricultores andam desistindo da cultura.
O último grande pico de produção da mamona foi em 2004, ano em que foi lançado o PNPB, seguido pela safra de 2010/2011, ocasião em que foram produzidas 141,3 mil toneladas da oleaginosa.