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Companhia israelense desenvolve mamona aprimorada

mamona Evogene_160913Uma israelense Evogene anunciou ter tido sucesso numa rodada de testes com uma nova variedade de mamona de alta produtividade.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Uma israelense Evogene anunciou ter tido sucesso numa rodada de testes com uma nova variedade de mamona de alta produtividade.

Uma companhia de origem israelense chamada Evogene que atua com melhoramento genético vegetal acaba de completar uma rodada de testes de campo com uma variedade aprimorada de mamona. O experimento foi realizado ao longo de três anos no semiárido brasileiro onde a empresa mantém uma parceria com a SLC Agrícola.

A meta da companhia é colocar sua nova cultivar no mercado como uma opção para a rotação de culturas em alternância com a soja. O alvo é que o óleo de mamona sirva como matéria-prima tanto para o mercado de biodiesel quanto para usos mais consagrados da indústria ricinoquímica – a fabricação de biolubrificantes e biopolímeros.

O sistema de cultivo idealizado pela companhia prevê o plantio da mamona na sequência da colheita das lavouras de soja. Isso permitiria dar uma destinação a terras que permanecem subaproveitadas em períodos nos quais o volume chuvas não seria suficiente para sustentar culturas menos rústicas.

Segundo comunicado de imprensa divulgado hoje (16) pela empresa, a cultivar teve sucesso de manter boa média de produtividade ao longo de três anos consecutivos de plantio nas condições do Nordeste do Brasil – o release não divulga os números exatos obtidos. 

2016
Antes das novas cultivares entrarem no mercado, a Evogene ainda pretende fazer mais uma rodada de três anos de testes pré-comerciais. Os agricultores terão que esperar até 2016 antes de poderem testar a novidade por conta própria.

“Estamos bastante animados de completar nossa prova de conceito obtendo três anos de performance forte”, disse o gerente geral da Evofuel – subsidiária da Evogene responsável pelo projeto com a mamona – Assafd Oron. De acordo com o executivo, os resultados são especialmente encorajadores porque, nesses dois últimos, os estados do Nordeste foram atingidos por uma severa seca que reduziu a média de chuvas pela metade. “Apesar dessas condições desafiadoras, fomos capazes de atingir a produtividade requerida o que colocar nossas variedades de mamona como uma opção atrativa para a rotação de culturas em áreas onde as condições da safrinha deixa os agricultores com poucas opções viáveis”, afirmou.

Com mais de 280 mil hectares de soja, milho e algodão, a SLC também se mostrou animada com os resultados. “A mamona é uma cultivar de alto valor que acreditamos ter o potencial de diversificar nosso portfólio e nosso sistema de rotação de culturas, especialmente na região do cerrado brasileiro”, disse o CEO da SLC Agrícola Aurélio Pavinato. 

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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