A fabricante de biodiesel Fiagril e a SG Biofuels fecharam um acordo para impulsionar o desenvolvimento do pinhão-manso no Mato Grosso.
A fabricante de biodiesel Fiagril e a SG Biofuels fecharam um acordo para impulsionar o desenvolvimento do pinhão-manso no Mato Grosso.

Poucos dias depois de fechar um acordo com a Embrapa para impulsionar o desenvolvimento do pinhão-manso no Brasil, a startup norte-americana SG Biofuels (SGB) também anunciou a formalização de uma parceria com a Fiagril para a implementação de um Centro de Desenvolvimento JMax em Lucas do Rio Verde (MT).
Este será o terceiro centro desse tipo implantado no Brasil – os outros dois ficam no município de Ribas do Rio Pardo (MS) e em Montes Claros (MG). Nos centros são realizados ensaios com o intuito de avaliar a adaptação dos híbridos de pinhão-manso desenvolvidos pela SGB em condições ambientais específicas.
No caso do novo Centro, os estudos são feitos por agrônomos da SGB e pela equipe técnica da Fiagril. A meta é avaliar sua competitividade no bioma mato-grossense e estudar a viabilidade de plantios em larga escala.
Parceria
A instabilidade no preço da soja nos últimos anos foi o gatilho que levou a Fiagril a buscar matérias-primas alternativas para o biodiesel. “Ainda somos muito dependentes do óleo de soja no Brasil, precisamos buscar opções que sejam viáveis aqui. O pinhão-manso é promissor, mas ainda precisa de investimento para que seu desenvolvimento avance”, afirma Roberto Olszewski, gerente de Agricultura Familiar da Fiagril.
Já para a SGB, a parceria com a Fiagril é estratégica, porque o desenvolvimento de híbridos adaptados ao Mato Grosso é central para o avanço das operações da empresa no país. “O estado dispõe de área para o plantio, infraestrutura para receber o agronegócio e uma alta capacidade instalada da produção de biodiesel”, argumenta o gerente de desenvolvimento empresarial da SGB, Santiago Giraldo.
Até o momento, a norte-americana investiu R$54 milhões em pesquisas em seus países de atuação, tanto em estudos genéticos, como no desenvolvimento de um pacote tecnológico que torne o pinhão-manso economicamente viável.
Os estudos no Centro de Lucas do Rio Verde serão realizados por pelo menos cinco anos. “Nos comprometemos a contribuir por este período, mas diante dos resultados podemos ampliar a parceria”, garante Olszewski.
Patrícia Herman – BiodieselBR.com