Essa semana o governo da Etiópia anunciou um projeto de plantio do pinhão-manso que tem como meta a produção de 500 milhões de litros de biodiesel.Se tudo der certo, dentro de cinco anos o governo da Etiópia espera que o país esteja colhendo sementes de pinhão-manso o suficiente para fabricar 500 milhões de litros de biodiesel por ano.
O novo projeto de produção de bioenergia do país africano, que conta com o apoio do governo da Noruega, foi anunciado nessa segunda-feira (28) pelo Ministério de Água, Energia e Irrigação do país.

Se tudo der certo, dentro de cinco anos o governo da Etiópia espera que o país esteja colhendo sementes de pinhão-manso o suficiente para fabricar 500 milhões de litros de biodiesel por ano. O novo projeto de produção de bioenergia do país africano, que conta com o apoio do governo da Noruega, foi anunciado nessa segunda-feira (28) pelo Ministério de Água, Energia e Irrigação do país.
A meta do projeto etíope é plantar até 700 milhões de mudas da planta ao longo dos próximos anos. Estimativa do governo é que o país tenha 2,5 milhões de hectares adequados ao cultivo do pinhão-manso. Atualmente, somente 90 mil hectares se encontram cultivados.
Para reverter esse quadro, o governo etíope está trabalhando para tentar modernizar as plantações para, dessa forma, atrair novos investidores interessados em apostar nessa cultura. Durante o anúncio o projeto, o porta-voz do governo, Bizuneh Tolcha, disse à imprensa que um grupo de seis investidores já aderiam à iniciativa e vão plantar 250 milhões de mudas.
Virada
Apesar desse começo aparentemente promissor, conseguir viabilizar um projeto desse porte promete ser um desafio e tanto.
Nos primeiros tempos da indústria do biodiesel, o pinhão-manso recebeu tratamento de estrela. Com bom potencial para a produção de óleo vegetal e capaz de se sair relativamente bem em terras agrícolas marginais, a cultura era apontada como a matéria-prima que poderia viabilizar a indústria em termos globais.
Embora não faltasse quem apontasse que, apesar de seu potencial, o pinhão-manso ainda não estava pronto para o cultivo comercial, o entusiasmo levou ao anúncio de grandes projetos de plantio mundo afora – inclusive no Brasil. O naufrágio desses primeiros projetos acabou afetando a reputação da oleaginosa.
Se o projeto na Etiópia tiver sucesso, ele pode representar um ponto de virada importante nos esforços para tentar reabilitar essa cultura.
Importações
A principal expectativa do governo etíope é que o biodiesel fabricado a partir do pinhão-manso possa ajudar a reduzir a dependência do país em relação ao petróleo importado. Hoje, a Etiópia gasta US$ 2 bilhões por importar combustíveis do Sudão e da Arábia Saudita.
“A produção de biodiesel de jatropha ajudará o país a economizar a moeda estrangeira que hoje gastamos importando petróleo”, finalizou Tolcha.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O novo projeto de produção de bioenergia do país africano, que conta com o apoio do governo da Noruega, foi anunciado nessa segunda-feira (28) pelo Ministério de Água, Energia e Irrigação do país.

Se tudo der certo, dentro de cinco anos o governo da Etiópia espera que o país esteja colhendo sementes de pinhão-manso o suficiente para fabricar 500 milhões de litros de biodiesel por ano. O novo projeto de produção de bioenergia do país africano, que conta com o apoio do governo da Noruega, foi anunciado nessa segunda-feira (28) pelo Ministério de Água, Energia e Irrigação do país.
A meta do projeto etíope é plantar até 700 milhões de mudas da planta ao longo dos próximos anos. Estimativa do governo é que o país tenha 2,5 milhões de hectares adequados ao cultivo do pinhão-manso. Atualmente, somente 90 mil hectares se encontram cultivados.
Para reverter esse quadro, o governo etíope está trabalhando para tentar modernizar as plantações para, dessa forma, atrair novos investidores interessados em apostar nessa cultura. Durante o anúncio o projeto, o porta-voz do governo, Bizuneh Tolcha, disse à imprensa que um grupo de seis investidores já aderiam à iniciativa e vão plantar 250 milhões de mudas.
Virada
Apesar desse começo aparentemente promissor, conseguir viabilizar um projeto desse porte promete ser um desafio e tanto.
Nos primeiros tempos da indústria do biodiesel, o pinhão-manso recebeu tratamento de estrela. Com bom potencial para a produção de óleo vegetal e capaz de se sair relativamente bem em terras agrícolas marginais, a cultura era apontada como a matéria-prima que poderia viabilizar a indústria em termos globais.
Embora não faltasse quem apontasse que, apesar de seu potencial, o pinhão-manso ainda não estava pronto para o cultivo comercial, o entusiasmo levou ao anúncio de grandes projetos de plantio mundo afora – inclusive no Brasil. O naufrágio desses primeiros projetos acabou afetando a reputação da oleaginosa.
Se o projeto na Etiópia tiver sucesso, ele pode representar um ponto de virada importante nos esforços para tentar reabilitar essa cultura.
Importações
A principal expectativa do governo etíope é que o biodiesel fabricado a partir do pinhão-manso possa ajudar a reduzir a dependência do país em relação ao petróleo importado. Hoje, a Etiópia gasta US$ 2 bilhões por importar combustíveis do Sudão e da Arábia Saudita.
“A produção de biodiesel de jatropha ajudará o país a economizar a moeda estrangeira que hoje gastamos importando petróleo”, finalizou Tolcha.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com