
Mantidas as atuais tendências, os preços internacionais do óleo de palma podem cair aos níveis mais baixos dos últimos cinco anos.
Se as atuais tendências de aumento de oferta no mercado de óleos vegetais se mantiverem, os preços internacionais do óleo de palma podem cair aos níveis mais baixos dos últimos cinco anos. A previsão é do diretor do grupo industrial indiano Godrej, Dorab Mistry.
Durante sua fala numa conferência em Mumbai nesse domingo (22), o executivo disse que se a safra de soja 2013/12 no Brasil e na Argentina for boa e se as cotações do barril de petróleo se mantiver abaixo dos US$ 100, a tonelada do óleo de palma deverá entrar no próximo ano valendo aproximadamente 2.000 ringgit (US$ 630) nos mercados de referência da Malásia. Essa seria o terceiro ano seguido de desvalorização da commodity.
O mal resultado comercial do óleo de palma reflete o momento do mercado de alimentos. Segundo o Índice FAO utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para acompanhar os preços dos alimentes no mundo todo, em agosto, os óleos e gorduras vegetais estão com preços comparáveis aos de 2010.
“Os fundamentos globais do complexo de oleaginosas e óleos vegetais têm se mantido claramente ruins”, diz o executivo que tem sido uma das figuras chaves no mercado do Sudeste de Ásia nos últimos 30 anos. “Só devemos esperar um mercado fortalecido para os óleos vegetais entre 2013 e 2014 caso haja clima ruim para a agricultura”, disse durante o evento.
A cotação futura do óleo de palma para o mês de dezembro na Bolsa de Derivativos da Malásia caiu 0,9%. Isso mesmo com as más notícias sobre a safra de soja dos Estados Unidos que vem enfrentando problemas climáticos e com as recentes medidas tomadas pela Indonésia e pela Malásia para expandir o consumo nacional de biocombustíveis.
Para o executivo, os estoques internacionais do produto devem continuar subindo pelos próximos meses a medida em que outros óleos vegetais competem por uma fatia maior no mercado global.
Com o mercado devidamente abastecido e os preços com dificuldade em se manterem nos atuais patamares, os esmagadores da Indonésia e da Malásia – os dois principais países produtores do mundo – deverão colocar menos óleo de palma do mercado. Em março, a estimativa era que a Indonésia produziria 30,5 milhões de toneladas enquanto a Malásia chegaria a 19,7 milhões de toneladas – a previsão atual é de, respectivamente, 29,5 e 19.2 milhões de toneladas. Essa redução não significa que o mercado deverá enfrentar dificuldades de abastecimento. Segundo Mistry, a Indonésia continua ampliando a área plantada e deverá ter um significativo aumento de produção a partir de 2017.
De acordo com a consultoria alemã Oil World, a produção global das 10 principais oleaginosas deve chegar a 484,9 milhões de toneladas na temporada 2013/14, alta de 4,5% em relação ao ano anterior.
Contramão
Enquanto a palma tenta se segurar, os preços da soja estão em alta. Na Bolsa de Chicago a commodity se valorizou 21% desde 07 de agosto, a medida que as perspectivas da safra norte-americana da oleaginosa se deterioram. Esses preços deverão de manter pelos próximos meses.
O fiel da balança será a colheita sul-americana. “Se as plantações da América do Sul tiverem um bom resultado com as chuvas se mantendo normais, eu esperaria uma queda forte do mercado de soja por volta do Natal”, comentou Mistry.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Bloomberg
Se as atuais tendências de aumento de oferta no mercado de óleos vegetais se mantiverem, os preços internacionais do óleo de palma podem cair aos níveis mais baixos dos últimos cinco anos. A previsão é do diretor do grupo industrial indiano Godrej, Dorab Mistry.
Durante sua fala numa conferência em Mumbai nesse domingo (22), o executivo disse que se a safra de soja 2013/12 no Brasil e na Argentina for boa e se as cotações do barril de petróleo se mantiver abaixo dos US$ 100, a tonelada do óleo de palma deverá entrar no próximo ano valendo aproximadamente 2.000 ringgit (US$ 630) nos mercados de referência da Malásia. Essa seria o terceiro ano seguido de desvalorização da commodity.
O mal resultado comercial do óleo de palma reflete o momento do mercado de alimentos. Segundo o Índice FAO utilizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para acompanhar os preços dos alimentes no mundo todo, em agosto, os óleos e gorduras vegetais estão com preços comparáveis aos de 2010.
“Os fundamentos globais do complexo de oleaginosas e óleos vegetais têm se mantido claramente ruins”, diz o executivo que tem sido uma das figuras chaves no mercado do Sudeste de Ásia nos últimos 30 anos. “Só devemos esperar um mercado fortalecido para os óleos vegetais entre 2013 e 2014 caso haja clima ruim para a agricultura”, disse durante o evento.
A cotação futura do óleo de palma para o mês de dezembro na Bolsa de Derivativos da Malásia caiu 0,9%. Isso mesmo com as más notícias sobre a safra de soja dos Estados Unidos que vem enfrentando problemas climáticos e com as recentes medidas tomadas pela Indonésia e pela Malásia para expandir o consumo nacional de biocombustíveis.
Para o executivo, os estoques internacionais do produto devem continuar subindo pelos próximos meses a medida em que outros óleos vegetais competem por uma fatia maior no mercado global.
Com o mercado devidamente abastecido e os preços com dificuldade em se manterem nos atuais patamares, os esmagadores da Indonésia e da Malásia – os dois principais países produtores do mundo – deverão colocar menos óleo de palma do mercado. Em março, a estimativa era que a Indonésia produziria 30,5 milhões de toneladas enquanto a Malásia chegaria a 19,7 milhões de toneladas – a previsão atual é de, respectivamente, 29,5 e 19.2 milhões de toneladas. Essa redução não significa que o mercado deverá enfrentar dificuldades de abastecimento. Segundo Mistry, a Indonésia continua ampliando a área plantada e deverá ter um significativo aumento de produção a partir de 2017.
De acordo com a consultoria alemã Oil World, a produção global das 10 principais oleaginosas deve chegar a 484,9 milhões de toneladas na temporada 2013/14, alta de 4,5% em relação ao ano anterior.
Contramão
Enquanto a palma tenta se segurar, os preços da soja estão em alta. Na Bolsa de Chicago a commodity se valorizou 21% desde 07 de agosto, a medida que as perspectivas da safra norte-americana da oleaginosa se deterioram. Esses preços deverão de manter pelos próximos meses.
O fiel da balança será a colheita sul-americana. “Se as plantações da América do Sul tiverem um bom resultado com as chuvas se mantendo normais, eu esperaria uma queda forte do mercado de soja por volta do Natal”, comentou Mistry.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Bloomberg