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FAO: óleos vegetais abrem 2022 no maior patamar de preços da história

Agência das Nações Unidas vem acompanhando as variações nas cotações das principais commodities desde 1990

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Os óleos vegetais nunca estiveram tão caros. Segundo o mais recente levantamento dos preços conduzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cesta formada pelos 10 óleos mais negociados ao redor do globo se valorizou 4,2% entre dezembro e janeiro. A nova alta encerra dois meses de trégua que o mercado havia dado depois de terem furado o teto histórico em outubro passado.

Usando a régua do Indicador FAO, os óleos fecharam o mês passado negociados por 185,9 pontos. São 7,4 pontos a mais do que em dezembro e quase 1,1 pontos acima da máxima de outubro.

O atual rally começou em maio de 2020. Naquele mês, as cotações foram de cerca de 77,8 pontos. Desde então – com poucas exceções – os preços vêm subindo de forma acelerada; nos últimos 20 meses só quatro houve queda nas cotações. No acumulado, os óleos se valorizaram perto de 140%.

Os óleos vegetais nunca estiveram tão caros. Segundo o mais recente levantamento dos preços conduzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a cesta formada pelos 10 óleos mais negociados ao redor do globo se valorizou 4,2% entre dezembro e janeiro. A nova alta encerra dois meses de trégua que o mercado havia dado depois de terem furado o teto histórico em outubro passado.

Usando a régua do Indicador FAO, os óleos fecharam o mês passado negociados por 185,9 pontos. São 7,4 pontos a mais do que em dezembro e quase 1,1 pontos acima da máxima de outubro.

O atual rally começou em maio de 2020. Naquele mês, as cotações foram de cerca de 77,8 pontos. Desde então – com poucas exceções – os preços vêm subindo de forma acelerada; nos últimos 20 meses só quatro houve queda nas cotações. No acumulado, os óleos se valorizaram perto de 140%.

Indonésia

Em que pesem as más notícias a respeito da safra de soja que está sendo colhida na América do Sul – as principais consultorias têm reduzido significativamente suas projeções para a colheita do grão no Brasil. As perspectivas que já estiveram acima das 140 milhões de toneladas agora estão entre 120 e 130 milhões de toneladas.

Mas os técnicos da FAO apontam o óleo de palma como principal responsável pela alta no começo do ano. Segundo o relatório da entidade, o mercado vem considerando que o volume exportado pela Indonésia – maior fornecedor da commodity do mundo com produção de 43,5 milhões de toneladas na temporada 2020/21 – deverá cair este ano.

As altas mais recentes nos preços internacionais do petróleo também vêm impactando os mercados de óleos vegetais ao ampliar o espaço para a troca do óleo diesel fóssil por biocombustíveis.

Alta no índice geral

Em janeiro, o Índice FAO – que, além de óleos, também agrega os preços de carnes, lácteos, cereais e do açúcar – subiu 1,1% fechando em 135,7 pontos. Trata-se do maior valor para o indicador desde abril de 2011.

De todos os produtos que fazem parte da composição do indicador, apenas o açúcar saiu de janeiro de 2022 em baixa. As cotações internacionais da commodity tiveram queda de 3,1% no mês passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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