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Cotação de óleos e gorduras registra pequena alta

IndiceFAO outubro_041013Segundo a FAO, os preços de óleos e gorduras subiram em setembro. Ainda assim eles continuam no patamar mais baixo dos últimos anos.
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Segundo a FAO, os preços de óleos e gorduras subiram em setembro. Ainda assim eles continuam no patamar mais baixo dos últimos anos.

Grafico FAO_05_041013
Depois de registrar em agosto o patamar mais baixo em mais de três anos, a cotação dos óleos e gorduras mais negociados nos mercados internacionais ensaiou uma tímida recuperação em setembro. Segundo dados divulgados ontem pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os preços saltaram em torno de 1% – indo de 185,5 para 186,3 pontos. 

O dado é um dos componentes do Índice FAO – indicador desenvolvido para acompanhar o comportamento dos preços das principais commodities agrícolas.

A discreta elevação ainda não é suficiente para reverter o quadro de queda da cotação, que vem caindo sem parar desde fevereiro passado, quando fechou em 206,1 pontos.

Quando comparado ao mesmo período no ano passado, ocasião em que a cotação dos óleos e gorduras computou 224,7 pontos, o recuo foi de 18% em 12 meses. 

O relatório atribui a elevação ao fortalecimento dos valores do óleo de soja no mercado internacional, impulsionados pelas revisões nas projeções da produção de soja nos EUA – recentemente o Departamento de Agricultura dos EUA rebaixou sua previsão para a próxima colheita da oleaginosa. 

Ainda de acordo com os analistas da FAO, preços competitivos do óleo de palma no mercado internacional aumentaram a demanda pela exportação do produto, o que ajuda a reforçar as expectativas de aumento de produção de óleo de palma nos próximos meses. 

Deslize
Em setembro, o Índice FAO para os mercados em geral registrou a menor pontuação no intervalo de um ano. Declinou dos 201,8 pontos computados em agosto para 199,1 pontos. A desvalorização já chega a 8% desde que o índice atingiu o patamar máximo neste ano, em abril último, quando bateu 215,5 pontos.

De acordo com o documento, o novo deslize em setembro foi impulsionado pela forte queda nos preços dos cereais no mercado internacional – cerca de 6% entre agosto e setembro. 

À exceção desse componente, os demais (carne, açúcar, laticínios e, inclusive, óleos vegetais) apresentaram alta nos preços.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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