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Mamona, ouro verde do Nordeste fruto de especulação

Com a vinda para o Estado de indústrias especializadas em biodiesel, a mamona promete se tornar o ouro verde do Nordeste.
Tribuna da Bahia 2 min de leitura
Uma nova oportunidade de negócios está surgindo no campo: Com a vinda para o Estado de indústrias especializadas em biodiesel, a mamona promete se tornar o ouro verde do Nordeste. O produto tem sido fruto de especulação desde que a Petrobras anunciou a escolha do município de Candeias para abrigar a nova fábrica responsável pelo fabrico de biodiesel. No ano passado, a Bahia colheu 135,3 mil toneladas do produto – 84% a mais que a safra de 2003. A área plantada também cresceu em 47,3% passando de 125 mil hectares para 184 mil hectares em 2005. Como conseqüência, a produtividade subiu 24% passando de 592 kg/ha para 734 kg/ha, o maior rendimento nos últimos 14 anos.

Mas uma situação tem chamado a atenção: atualmente o cultivo da mamona está centrado em 120 mil hectares, o que representa uma média de 60 mil famílias produtoras. Segundo o secretário estadual de Agricultura, Pedro Barbosa, serão necessários mais de 100 mil famílias para darem conta da demanda futura, sem contar com a produção da Petrobras, que deverá requerer a produção que será gerada por mais de 20 mil famílias. “As indústrias de biodiesel que estão chegando no Estado vão trabalhar com outras culturas como o dendê, caroço do algodão e girassol, além da mamona. Serão necessários mais 200 mil toneladas por ano de mamona para atingir a demanda inicial das empresas, isso implica que toda a produção do Estado – estimada em 135,3 mil toneladas - está comprometida”, revela o secretário. Ele critica arduamente a oscilação no preço da saca do produto.

“Encerramos 2005 com a saca custando R$ 54, em 2006 ela está cotada a R$ 26. O agricultor precisa ser melhor remunerado pelo seu trabalho. Precisamos evitar a oscilação de preços”, observa.
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