Biodiesel atrai mais famílias para plantio de mamona
A quantidade de famílias beneficiadas com o plantio de mamona no semi-árido piauiense deve triplicar nos próximos anos.
A ampliação no número de famílias será em decorrência da certeza do homem do campo no sucesso do projeto do Biodiesel.
A previsão é do prefeito de Paulistana Luís Coelho, ao informar que hoje cerca de 400 famílias sobrevivem exclusivamente do plantio do vegetal na região.
“No começo, nosso homem do campo tem uma certa desconfiança de entrar de frente em um projeto desse, mas como ele sentiu que o negócio deu certo, quem plantou colheu e ganhou seu dinheiro e quem plantou e não colheu foi indenizado, então eles estão acreditando que esse projeto vai vingar e que será uma grande oportunidade de emprego e renda para aquela região”, avalia.
Ele disse que é um defensor do projeto do Biodiesel porque sabe que é projeto de integração social e de geração de renda e emprego.
”É um projeto produzido no semi-árido do Piauí que será incluso o diesel consumido no País e que vai gerar desenvolvimento para o Estado”, acredita,lembrando que o homem do semi-árido e do Nordeste nunca teve uma oportunidade dessa de ter um produto de tão grande valia.
Outro fator importante, segundo Luís Coelho, é que o combustível usado hoje no Brasil não é renovável enquanto o biodiesel é um combustível renovável,podendo ser plantado e colhido sem agredir o meio ambiente.
O projeto é desenvolvido em Paulistana, município do qual é prefeito mesmo antes de ser eleito. No período de transição teve início o cadastramento das associações e realizações de cursos de capacitação para preparação do plantio da mamona.
“Não podemos esquecer da grande contribuição que está dando o senador Alberto Silva para este projeto. Ele já vinha batalhando nessa nova perspectiva de vida para o homem do campo do semi-árido nordestino”.
Luís Coelho falou também a respeito do Consórcio que vai levar água tratada para 36 municípios do Sul do Estado. Segundo ele, a entidade acata a decisão dos prefeitos. Tem-se que se fazer um grande investimento para que a população seja atendida.
“Nós acatamos a decisão dos colegas prefeitos, porque é uma questão muito localizada e não dá para se tomar uma decisão sem ouvir os colegas da região”, disse, acrescentando que a maioria dos municípios do Estado conta com abastecimento da água da Agespisa.


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