BiodieselBR
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A energia da mamona

O município de Ibititá, na região de Irecê, na Bahia, mereceu destaque na pesquisa Produção Agrícola Municipal 2004, espécie decenso da agricultura brasileira, divulgada no final de junho passado pelo IBGE. Ali, registrou o instituto, foi obtida a maior safra de uma das culturas que mais cresce no País: a mamona.
Dinheiro Rural 2 min de leitura
O município de Ibititá, na região de Irecê, na Bahia, mereceu destaque na pesquisa Produção Agrícola Municipal 2004, espécie decenso da agricultura brasileira, divulgada no final de junho passado pelo IBGE. Ali, registrou o instituto, foi obtida a maior safra de uma das culturas que mais cresce no País: a mamona.

Os produtores de Ibititá colheram 12 mil toneladas, 10,51% do total da Bahia. O Estado, por sua vez, é, de longe, o destaque nacional. Com mais de 120 mil toneladas produzidas, a Bahia responde por nada menos que 82,7% do que é colhido no País, se credenciando para ser a principal fonte daquele que está sendo considerado o combustível do futuro: o biodiesel.

Incentivos para isso não faltam. Uma das prioridades do governo estadual para atender ao segmento é a recuperação e ampliação da área cultivada, o que se consolidou com o Programa de Recuperação da Mamona do Estado da Bahia, através da parceria da Seagri/EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), responsável pela assistência técnica, o Banco do Nordeste, pelo financiamento, e as indústrias do ramo, que garantirão a compra do produto com um preço mínimo estabelecido.

"A recuperação da área plantada será questão de tempo", afirma Joaquim Santana, presidente EBDA. Na década de 90, a Bahia chegou a alcançar a marca de 370 mil hectares plantados com mamona. Desestimulados durante anos, porém, os produtores abandonaram a cultura, para voltar com força agora que o biodiesel disponta como matriz energética.

A colheita de mamona de 2004/2005, por exemplo, está estimada em 170,2 mil toneladas. A área cultivada passou de 148 mil hectares para, aproximadamente, 163 mil hectares, o que permitiu aumento de 49% na produção.
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