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Meta é triplicar a área com mamona

Freqüente em terrenos baldios das grandes cidades, a mamona se apresenta como alternativa para os pequenos agricultores da Zona Sul do Estado.
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Freqüente em terrenos baldios das grandes cidades, a mamona se apresenta como alternativa para os pequenos agricultores da Zona Sul do Estado.

Para atender às necessidades de três usinas de biodiesel instaladas no Rio Grande do Sul, eles pretendem cultivar a planta em uma área até três vezes maior do que a atual, até o final de 2007.

- A mamona tem custo muito baixo. O resultado por hectare colhido pode ser de até R$ 1,2 mil - diz André Santos, coordenador do projeto de bioenergia da União das Associações Comunitárias do Interior de Canguçu (Unaic).

Ontem à tarde, a Unaic promoveu um dia de campo para discutir a viabilidade técnica do cultivo no sul do Estado. A meta é triplicar a área, atendendo à demanda das usinas. A primeira safra, plantada em setembro, começa a ser colhida neste mês.

No Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a iniciativa da Unaic conta com total apoio. Segundo Arnoldo de Campos, coordenador do Programa de Biodiesel do governo federal, o projeto foi elaborado para abranger tanto o grande produtor rural como o pequeno.

- Criar alternativas à agricultura familiar sem competir com a lavoura de subsistência era um das prerrogativas do programa - argumenta Campos.

Para Geraldo Pegoraro, diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), a adesão do agricultor ao projeto do biodiesel é importante, desde que seja mantida a sustentabilidade das propriedades.

EDUARDO CECCONI
Fonte: Zero Hora

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