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Mamona gera energia e pouca poluição

A mamona pode ser utilizada como uma alternativa rentável de lucros ao produtor rural e pode ser muito útil a uma sociedade cada vez mais preocupada em reduzir a emissão de poluentes e preparada para uma eventual crise no fornecimento de petróleo.
O Paraná 2 min de leitura
O biodiesel é uma fonte renovável geradora de energia retirada do solo que ganha mais projeção a cada dia e se projeta como um dos grandes potenciais econômicos do agronegócio para este século. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em um de seus estandes no Show Rural da Coopavel, mostra que a mamona pode ser utilizada como uma alternativa rentável de lucros ao produtor rural e pode ser muito útil a uma sociedade cada vez mais preocupada em reduzir a emissão de poluentes e preparada para uma eventual crise no fornecimento de petróleo.

De acordo com o pesquisador Isaias Alves, da Embrapa Algodão, sediada em Campina Grande, Paraíba, o óleo de mamona é o mais denso e viscoso de todos os óleos vegetais e animais e é utilizado na fabricação de mais de 800 produtos, tais como vidros à prova de balas, plásticos, perfumes, tintas e vernizes, entre outros. Além disso, relata, o óleo de mamona tem mais oxigênio e é menos poluente que os demais. Isaias explica que a região Oeste Paranaense é adequada para o plantio, pois situa-se dentro da faixa entre 300 e 1,5 mil metros de altitude. A planta se adapta a locais onde chove pouco e há calor em excesso, como a região lindeira ao lago de Itaipu.

Segundo ele, uma lavoura em condições adequadas produz em torno de 1,5 mil quilos por hectare, mas no Nordeste, região onde o cultivo é predominante em termos de Brasil, a média gira em torno de 500 quilos por hectare, pois nesta região o uso de tecnologia é muito reduzido.

O Brasil já foi o maior produtor mundial de mamona, com algo em torno de 65% da produção total. Hoje está na terceira posição, atrás da Índia e China. A produção brasileira se encontra basicamente no Estado da Bahia, que assegura mais de 90% do volume total. Existem cerca de 300 espécies de mamona catalogadas na Embrapa.
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