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Coema aprova cultivo da mamona em Parambu e Aiuaba

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou, na última quinta-feira, o projeto de cultivo de mamona para extração de óleo vegetal com assentamento humano nos municípios de Parambu e Aiuaba, na região sudoeste do Ceará. O objetivo do projeto é o plantio de mamona para produzir biodiesel, visando tanto a exportação quanto o consumo pelo mercado interno.
Diário do Nordeste 3 min de leitura
O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) aprovou, na última quinta-feira, o projeto de cultivo de mamona para extração de óleo vegetal com assentamento humano nos municípios de Parambu e Aiuaba, na região sudoeste do Ceará. O objetivo do projeto é o plantio de mamona para produzir biodiesel, visando tanto a exportação quanto o consumo pelo mercado interno.

O projeto já estava sendo estudado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) há três meses. Após a análise do órgão, um parecer técnico foi emitido e só então é que aconteceu a apreciação pelo Coema.

De acordo com a coordenadora de proteção ambiental da Semace, Maria Dias, ele foi aprovado por unanimidade, pelos 35 conselheiros: “por se tratar de um projeto que apresenta uma técnica limpa, diminui a emissão de gases”.

O biodiesel, segundo ela, possui um potencial de mercado grande, de geração elétrica ou para uso automotivo. “Em relação às suas características químicas, quando misturado ao diesel mineral, atua melhorando as características do diesel nas emissões dos gases para a atmosfera”.

“Primeiro está sendo feito um trabalho com a instalação das famílias, divisão dos lotes, casa para os colonos, assistência médica, educacional, enfim, está sendo cuidada toda a infra-estrutura do local”, informou a coordenadora. Cada família receberá um lote com 8,5 hectares.

A partir de agora, a Semace fornecerá a liberação da licença prévia e depois o empreendedor (a empresa) terá de solicitar licença de instalação: “A Semace observará os estudos propostos em caráter executivo, concordando com tudo, autoriza”.

Ela ainda destacou que o estudo apresentado prevê 168 impactos ambientais, sendo 105 de caráter positivo e 63 de caráter adverso (negativo): “Podemos observar que 63% já se manifestam de forma positiva e os negativos podem ser minimizados a partir da implantação de medidas mitigadas”. Dentre os impactos positivos podem ser citados a oferta de emprego direto, fixação do homem no campo e melhoria da qualidade de vida. Já os negativos têm o desmatamento, perdas relativas da fauna e geração de ruído.

Maria Dias lembrou que já existe a idéia de expandir o projeto para outras regiões: “A empresa já tem em vista a compra de uma fazenda na região de Crateús”.
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