Três projetos pilotos de produção do biodiesel estão sendo implementados no Nordeste: dois no Ceará e um na Bahia. No município cearense de Tauá, região dos Inhamuns e coração do semi-árido brasileiro, onde a pluviometria é uma das mais baixas do planeta, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), vinculado ao Ministério da Integração Nacional, pôs em funcionamento a primeira de uma série de miniusinas que produzirão biodiesel extraído, principalmente da mamona. Também encontra-se em fase de implantação a usina de Piquet Carneiro, município do Sertão de Senador Pompeu, além de Crateús, que já está produzindo biodiesel através da iniciativa privada. A outra usina estatal em implantação no Nordeste é a de Irecê, na Bahia. O Governo Federal tem dado prioridade ao Nordeste pelo clima propício ao desenvolvimento da mamona, mais conhecida entre os cearenses como carrapateira. Assim, está com os dias contados o combustível fóssil, que agride a saúde humana e degrada o meio ambiente.
Uma das boas notícias desta semana para os defensores do biodiesel veio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela anunciou que o programa que prevê a mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel vendido no Brasil, previsto para vigorar a partir de 2013, deverá ser antecipado. O novo prazo, no entanto, depende da produção e da implementação da primeira fase do programa, que prevê o uso obrigatório de uma mistura de 2% de biodiesel ao diesel a partir de 2008. Hoje a mistura de 2% de biodiesel é autorizada e seu uso opcional.
O próprio presidente Lula, que esteve com representantes dos produtores de oleaginosas, fornecedores de máquinas e equipamentos e indústrias produtoras de biodiesel, confirmou que o programa deve avançar, mas de forma harmoniosa, sem que haja distorção no sistema produtivo nem no mercado consumidor.
A usina de Tauá foi a primeira de 10 a serem instaladas no Ceará até o final do próximo ano, segundo cronograma do Governo Federal. Ela terá capacidade, em breve, de produzir 100 litros de biodiesel por hora, 2,4 mil por dia, em plena produção e até 964 mil litros por ano do biocombustível e deverá consumir duas mil toneladas de sementes de mamona por ano. ressalte-se que esta produção ainda é indisponível na região dos Inhamuns. A miniusina de Tauá está localizada na Várzea do Boi, zona rural do município. Junto com a unidade de Piquet Carneiro, as duas usinas consumiram investimento de R$ 1,3 milhão, através de convênio com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec).
O Ministério da Integração Nacional deixou claro que o Dnocs e as prefeituras garantirão, inicialmente, o transporte e a lojística necessária para conduzir a produção da oleaginosa dos pequenos sítios até a usina. Os próximos municípios cearenses a serem beneficiados com miniusinas de biodiesel são Limoeiro do Norte, Russas, Itapipoca, Sobral e Aracoiaba.
A agricultura familiar participa não apenas com a venda da matéria-prima, mas também no esmagamento da semente para fazer o óleo e na transformação do óleo em biodiesel. A proposta é priorizar a produção de mamona nos assentamentos do semi-árido, gerando emprego e renda na região. O biodiesel é uma das fontes de matriz energética do futuro pelas suas qualidades não agressivas ao meio ambiente.
Luciano Luque
Uma das boas notícias desta semana para os defensores do biodiesel veio da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela anunciou que o programa que prevê a mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel vendido no Brasil, previsto para vigorar a partir de 2013, deverá ser antecipado. O novo prazo, no entanto, depende da produção e da implementação da primeira fase do programa, que prevê o uso obrigatório de uma mistura de 2% de biodiesel ao diesel a partir de 2008. Hoje a mistura de 2% de biodiesel é autorizada e seu uso opcional.
O próprio presidente Lula, que esteve com representantes dos produtores de oleaginosas, fornecedores de máquinas e equipamentos e indústrias produtoras de biodiesel, confirmou que o programa deve avançar, mas de forma harmoniosa, sem que haja distorção no sistema produtivo nem no mercado consumidor.
A usina de Tauá foi a primeira de 10 a serem instaladas no Ceará até o final do próximo ano, segundo cronograma do Governo Federal. Ela terá capacidade, em breve, de produzir 100 litros de biodiesel por hora, 2,4 mil por dia, em plena produção e até 964 mil litros por ano do biocombustível e deverá consumir duas mil toneladas de sementes de mamona por ano. ressalte-se que esta produção ainda é indisponível na região dos Inhamuns. A miniusina de Tauá está localizada na Várzea do Boi, zona rural do município. Junto com a unidade de Piquet Carneiro, as duas usinas consumiram investimento de R$ 1,3 milhão, através de convênio com o Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec).
O Ministério da Integração Nacional deixou claro que o Dnocs e as prefeituras garantirão, inicialmente, o transporte e a lojística necessária para conduzir a produção da oleaginosa dos pequenos sítios até a usina. Os próximos municípios cearenses a serem beneficiados com miniusinas de biodiesel são Limoeiro do Norte, Russas, Itapipoca, Sobral e Aracoiaba.
A agricultura familiar participa não apenas com a venda da matéria-prima, mas também no esmagamento da semente para fazer o óleo e na transformação do óleo em biodiesel. A proposta é priorizar a produção de mamona nos assentamentos do semi-árido, gerando emprego e renda na região. O biodiesel é uma das fontes de matriz energética do futuro pelas suas qualidades não agressivas ao meio ambiente.
Luciano Luque