Fabricantes chineses de biodiesel e diesel verde terão que pagar entre 12,8% e 36,4% para acessarem o mercado da UE
A Comissão Europeia – órgão que regula a política comercial da União Europeia (UE) – vai recomendar a imposição de tarifas antidumping contra o biodiesel fabricados na China. A cobrança de valores entre 12,8% e 36,4% deverá começar em meados de agosto. Por enquanto, os valores são apenas provisórios. Os números definitivos serão divulgados apenas em fevereiro do ano que vem.
A UE vinha investigando irregularidades nas exportações de biodiesel da China desde meados do ano passado quando o governo da Alemanha levantou suspeitas de que as usinas chinesas poderiam estar exportando para o mercado europeu biodiesel feito de óleo de palma virgem como se tivesse sido fabricado com óleos e gorduras residuais (OGRs) – o bloco europeu oferece incentivos maiores para biocombustíveis feitos com matérias-primas residuais.
No começo deste ano, essa investigação foi desdobrada pela Comissão Europeia que passou a apurar se Pequim estaria usando mecanismos ilegais para colocar a produção de suas usinas no mercado europeu à preços que tornariam a competição impossível para os fabricantes locais.
A Comissão Europeia – órgão que regula a política comercial da União Europeia (UE) – vai recomendar a imposição de tarifas antidumping contra o biodiesel fabricados na China. A cobrança de valores entre 12,8% e 36,4% deverá começar em meados de agosto. Por enquanto, os valores são apenas provisórios. Os números definitivos serão divulgados apenas em fevereiro do ano que vem.
A UE vinha investigando irregularidades nas exportações de biodiesel da China desde meados do ano passado quando o governo da Alemanha levantou suspeitas de que as usinas chinesas poderiam estar exportando para o mercado europeu biodiesel feito de óleo de palma virgem como se tivesse sido fabricado com óleos e gorduras residuais (OGRs) – o bloco europeu oferece incentivos maiores para biocombustíveis feitos com matérias-primas residuais.
No começo deste ano, essa investigação foi desdobrada pela Comissão Europeia que passou a apurar se Pequim estaria usando mecanismos ilegais para colocar a produção de suas usinas no mercado europeu à preços que tornariam a competição impossível para os fabricantes locais.
Nos últimos anos, a China se tornou uma grande exportadora de biodiesel. Dados do governo chinês informam que, no ano passado, os embarques do produto somaram 2,34 milhões de m³ de biodiesel. Desse total, 88,5% tiveram algum país da UE como destino.
A Associação Europeia do Biodiesel (EBB) disse este mês que a “enxurrada de biodiesel da China estava tendo efeitos devastadores sobre a produção da UE”. Nos últimos meses diversas empresas – Chevron, Shell e BP – anunciaram a paralização da produção de plantas existentes e/ou o adiamento em projetos para a construção de novas unidades produtivas na Europa.
Embora tenha comemorado o anúncio feito hoje, a EBB protestou contra o fato da Comissão Europeia não ter incluindo o combustível sustentável de aviação (SAF).
“As empresas europeias vêm sofrendo há tempo demais com a pressão feita pelas importações [de biodiesel] chinês injustamente precificado. Ficamos muito satisfeitos em ver a Comissão Europeia agir”, disse o presidente da EBB, Dickon Posnett em nota divulgada hoje.
Essa não é a primeira vez que a UE usa tarifas para proteger sua indústria doméstica de biocombustíveis. O bloco já impôs medidas similares contra os Estados Unidos, a Argentina e a Indonésia.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com