O óleo de colza representou cerca de 44,5% das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel do bloco europeu
O óleo de colza foi a matéria-prima mais importante para a indústria de biodiesel da União Europeia (UE) no ano passado. De acordo com dados divulgados pela União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop), o grão – que é um ancestral da canola – correspondeu a quase 44,5% da produção de biodiesel nos 28 países-membros do bloco.
O óleo de colza foi a matéria-prima mais importante para a indústria de biodiesel da União Europeia (UE) no ano passado. De acordo com dados divulgados pela União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e Proteicas (Ufop), o grão – que é um ancestral da canola – correspondeu a quase 44,5% da produção de biodiesel nos 28 países-membros do bloco.
Em termos absolutos, as usinas europeias consumiram 5,99 milhões de toneladas de óleo de colza em 2017. A produção total de biodiesel no bloco foi de 13,5 milhões de toneladas.
Embora isolado na liderança, a fatia reservada à colza ficou menor em relação à 2016. Um ano antes, esse óleo vegetal representava 48% do mix de matérias-primas consumidas pela indústria na UE.
Em 2017, a colza manteve preferência entre as usinas da Alemanha e da França.
Palma
Segundo a Ufop, o óleo de colza fabricado no mercado interno enfrentou uma competição crescente de produtos importados mais baratos. Especialmente do óleo de palma do Sudeste Asiático que abocanhou pouco menos de 29% do mercado europeu de biocombustível.
Cerca de 3,87 milhões de toneladas de biodiesel de palma foram fabricados pelas usinas europeias em 2017. Ele foi a opção mais popular entre os fabricantes da Itália, Espanha e Holanda.
Os óleos e gorduras recuperados (OGRs) ocuparam a terceira colocação com um pouco mais de 2 milhões de toneladas – cerca de 15% – consumidos. O avanço dessa classe de matérias-primas, segundo a Ufop, tem sido tímido. Com exceção da Alemanha, a produção de biocombustível a partir de materiais residuais é incentivada pelos países da UE através a adoção de um mecanismo chamado de “dupla contagem” onde cada litro consumido pode ser contado como dois.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com