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Europeus mantêm visão favorável aos biocombustíveis

Mais de 69% dos moradores de países europeus têm uma visão favorável dos biocombustíveis e acreditam que sua produção deveria ser encorajada.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Mais de 69% dos moradores de países europeus têm uma visão favorável dos biocombustíveis e acreditam que sua produção deveria ser encorajada. Essa é a principal constatação de uma ampla pesquisa de opinião cujos resultados foram divulgados nessa segunda-feira (23).

Mais de 69% dos moradores de países europeus têm uma visão favorável dos biocombustíveis e acreditam que sua produção deveria ser encorajada. Essa é a principal constatação de uma ampla pesquisa de opinião cujos resultados foram divulgados nessa segunda-feira (23).

Realizada pela empresa alemã Dalia Research por encomenda da ePure – associação que representa os fabricantes de etanol da Europa –, os pesquisadores entrevistaram 11.283 pessoas nos 28 países membros do bloco europeu. A pesquisa foi realizada durante o último mês de dezembro.

Praticamente a mesma parcela das pessoas ouvidas – 68% – acha que a UE deveria manter suas políticas de incentivo aos biocombustíveis convencionais. Apenas 15% acreditam que tais políticas deveriam ser descontinuadas.

Revisão

A última pesquisa de opinião desse porte sobre o tema havia sido conduzida em 2010. Naquela ocasião, 72% do público apoiava os biocombustíveis. Apesar da queda no número favorável, a parcela de oposições também caiu indo de 20% em 2010 para apenas 15% agora.

A União Europeia está bem no meio de um processo de revisão de sua Diretiva de Energias Renováveis (RED) que pode eliminar de vez os biocombustíveis de primeira geração – aqueles produzidos a partir de matérias-primas que também tenham uso alimentar – como uma opção dentro da matriz energética europeia.

Em sua redação original de 2009, a RED estipulava os países da UE tinham até 2020 para que 10% de toda a energia consumida no setor de transportes viesse de fontes renováveis. Os biocombustíveis de primeira geração foram a principal opção nesse esforço. O novo texto limitaria esse percentual para 7% em 2021 e 3,8% em 2030. No lugar, o governo da UE espera ver emergir os chamados biocombustíveis avançados – que são fabricados com fontes de biomassa residual – e outras opções energéticas.

Tanto a ePure e quanto outras associações do setor de biocombustíveis apontam que essa é uma mudança de rumo arriscada. “A proposta de descontinuação [dos biocombustíveis] ameaça eliminar uma das melhores opções para a descarbonização dos transportes”, protestou o secretário-geral da organização, Emmanuel Desplechin, lembrando que os transportes respondem por cerca de um quinto das emissões europeias de gás carbônico.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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