Representantes da indústria de biocombustíveis dos EUA defendem aumento nas metas para 2014 em reunião realizada hoje em Washington.Representantes da indústria de biocombustíveis dos EUA defendem aumento nas metas para 2014 em reunião realizada hoje em Washington.
Hoje (05), representantes da indústria norte-americana de biodiesel e de outros biocombustíveis estarão em Washington na audiência que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) realiza sobre a versão do Renewable Fuel Standart (RFS) que valerá para o ano que vem. A proposta divulgada em novembro pela EPA que corta os volumes exigidos de vários biocombustíveis deixou os fabricantes em pé de guerra.
No caso do biodiesel, não houve propriamente um corte. Tudo o que a EPA fez foi manter inalterada a meta de 4,85 bilhões de litros estabelecida para esse ano. Mesmo assim, os fabricantes criticam a decisão da EPA. Eles afirmam que devem superar a meta já esse ano e que, por isso, contavam com uma nova elevação na mistura.
"O que frustra é saber que o biodiesel é uma história de sucesso. Ele superou as metas do RFS e criou postos de trabalho promovendo energia limpa", desabafou a vice-presidente de assuntos federais do National Biodiesel Board (NBB), Anne Steckel. "Pelos cálculos da própria EPA, o biodiesel reduz a emissão de gases de efeito estufa em 57% a 86%. Então, vamos saber da EPA o porquê de estarem fazendo isso, pois não é coerente com a política defendida publicamente pelo governo."
Além disso, os fabricantes de biodiesel também conseguiam vender parte de sua produção dentro da cota de “biocombustíveis avançados” que teve o volume reduzido em 20%. Saindo de 10,4 bilhões de litros na RFS 2013 para 8,3 na proposta para o ano que vem.
Preocupação
Tim Keaveney, vice-presidente da usina HERO BX, localizada na cidade de Erie, na Pensilvânia, disse que planeja contar a EPA que a empresa está produzindo uma quantidade recorde de biodiesel este ano e tem ajudado a revitalizar a economia local. Segundo ele, a proposta do órgão ameaça os empregos na fábrica e seus arredores.
"Temos investido US$ 120 milhões de dólares em nossa refinaria de biodiesel com a proposta de apoiar a indústria verde, estimular a inovação e criar postos de trabalho significativos em Erie, uma das mais antigas cidades industriais da América", disse Keaveney. “Esse investimento foi feito, em parte, devido à posição do governo de criar e apoiar combustíveis renováveis. Puxar o tapete agora, frustraria o investimento efetuado e, provavelmente, estagnaria o desenvolvimento da energia limpa no país", argumentou.
Wayne Presby, diretor da White Mountain Biodiesel, planta baseada em North Haverhill, no estado de New Hampshire, também evidenciará à Agência que a proposta ameaça a sobrevivência da indústria de biocombustíveis.
"Nós estávamos com a intenção de aumentar ainda mais a nossa produção no próximo ano e contratar trabalhadores adicionais para um terceiro turno”, declarou Presby. “No entanto, a atual proposta da EPA irá interromper completamente o nosso crescimento e pode resultar no fechamento do nosso negócio."
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações: Biofuels Journal
Hoje (05), representantes da indústria norte-americana de biodiesel e de outros biocombustíveis estarão em Washington na audiência que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) realiza sobre a versão do Renewable Fuel Standart (RFS) que valerá para o ano que vem. A proposta divulgada em novembro pela EPA que corta os volumes exigidos de vários biocombustíveis deixou os fabricantes em pé de guerra.
No caso do biodiesel, não houve propriamente um corte. Tudo o que a EPA fez foi manter inalterada a meta de 4,85 bilhões de litros estabelecida para esse ano. Mesmo assim, os fabricantes criticam a decisão da EPA. Eles afirmam que devem superar a meta já esse ano e que, por isso, contavam com uma nova elevação na mistura.
"O que frustra é saber que o biodiesel é uma história de sucesso. Ele superou as metas do RFS e criou postos de trabalho promovendo energia limpa", desabafou a vice-presidente de assuntos federais do National Biodiesel Board (NBB), Anne Steckel. "Pelos cálculos da própria EPA, o biodiesel reduz a emissão de gases de efeito estufa em 57% a 86%. Então, vamos saber da EPA o porquê de estarem fazendo isso, pois não é coerente com a política defendida publicamente pelo governo."
Além disso, os fabricantes de biodiesel também conseguiam vender parte de sua produção dentro da cota de “biocombustíveis avançados” que teve o volume reduzido em 20%. Saindo de 10,4 bilhões de litros na RFS 2013 para 8,3 na proposta para o ano que vem.
Preocupação
Tim Keaveney, vice-presidente da usina HERO BX, localizada na cidade de Erie, na Pensilvânia, disse que planeja contar a EPA que a empresa está produzindo uma quantidade recorde de biodiesel este ano e tem ajudado a revitalizar a economia local. Segundo ele, a proposta do órgão ameaça os empregos na fábrica e seus arredores.
"Temos investido US$ 120 milhões de dólares em nossa refinaria de biodiesel com a proposta de apoiar a indústria verde, estimular a inovação e criar postos de trabalho significativos em Erie, uma das mais antigas cidades industriais da América", disse Keaveney. “Esse investimento foi feito, em parte, devido à posição do governo de criar e apoiar combustíveis renováveis. Puxar o tapete agora, frustraria o investimento efetuado e, provavelmente, estagnaria o desenvolvimento da energia limpa no país", argumentou.
Wayne Presby, diretor da White Mountain Biodiesel, planta baseada em North Haverhill, no estado de New Hampshire, também evidenciará à Agência que a proposta ameaça a sobrevivência da indústria de biocombustíveis.
"Nós estávamos com a intenção de aumentar ainda mais a nossa produção no próximo ano e contratar trabalhadores adicionais para um terceiro turno”, declarou Presby. “No entanto, a atual proposta da EPA irá interromper completamente o nosso crescimento e pode resultar no fechamento do nosso negócio."
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações: Biofuels Journal