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Produção de biodiesel dos Estados Unidos encolhe no primeiro semestre

Apesar de número negativo, a produção de biodiesel nos Estados Unidos vem acelerando mês a mês e já se aproxima do resultado do ano passado.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
À primeira vista, 2017 não está sendo um ano tão bom para a indústria de biodiesel dos Estados Unidos quanto 2016 foi. Dados divulgados nessa sexta-feira (01) pela Administração de Informação em Energia apontam para uma contração de 2,1% na produção das usinas norte americanas que teriam fabricado um total de 2,67 bilhões de litros nos primeiros seis meses do ano.

À primeira vista, 2017 não está sendo um ano tão bom para a indústria de biodiesel dos Estados Unidos quanto 2016 foi. Dados divulgados nessa sexta-feira (01) pela Administração de Informação em Energia apontam para uma contração de 2,1% na produção das usinas norte americanas que teriam fabricado um total de 2,67 bilhões de litros nos primeiros seis meses do ano.

No mesmo período de 2016, a produção havia ficado em aproximadamente 2,73 bilhões de litros.

Essa impressão se desfaz ao olhar o desempenho da indústria mês a mês [veja gráfico]. Isso revela que o grosso dessa diferença se concentrou em janeiro e fevereiro, a partir de março os níveis de produção se aproximam bastante aos de 2016 e chegam a superá-lo nos meses de abril e junho. Isso só não foi o suficiente para compensar a desvantagem inicial.

Importação

As chances de que a produção norte-americana se acelere ainda mais nos próximos meses são relativamente boas. Especialmente depois que o Departamento de Comercio anunciou que passaria a tarifar pesadamente as importações de biodiesel com origem na Argentina e Indonésia.

Apenas nos primeiros seis meses do ano, os Estados Unidos importaram 763,8 milhões de litros de biodiesel sendo que a Argentina é, de longe, seu maior fornecedor externo – dados do governo da argentina contabilizam 716,5 mil toneladas exportadas ao longo do primeiro semestre.

Com seu maior concorrente fora da disputa, o espaço ocupado pelos fabricantes locais tende a aumentar.

O que pode causar um pouco de turbulência no desempenho da indústria no curto prazo é a falta de uma definição sobre a renovação de incentivos fiscais no valor de US$ 1 por cada galão de biodiesel adicionado ao combustível fóssil. O benefício expirou no final do ano passado e, apesar de movimentações nesse sentido, ainda não foi renovado.

No longo prazo, também há incertezas a respeito a posição do governo de Donald Trump a respeito dos mandatos de biocombustíveis. Em julho, a EPA – órgão ambiental do governo dos Estados Unidos – publicou novas metas para os anos de 2018 e 2019 com números um pouco menos ambiciosos.

No caso do biodiesel, não chegou a haver corte na meta. Mas, tampouco, houve aumento do volume mandatório para 2019.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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