
O governo de Minnesota, nos Estados Unidos, demorou a se manifestar sobre a criação de novos marcos regulatórios para o biodiesel – a discussão se arrastou por quase três anos. Agora que se decidiu, parece estar querendo recuperar o tempo perdido.
Um projeto de Lei aprovado em setembro passado estabelece um cronograma para dobrar o teor de biodiesel adicionado ao diesel neste e no próximo ano também.
O governo de Minnesota, nos Estados Unidos, demorou a se manifestar sobre a criação de novos marcos regulatórios para o biodiesel – a discussão se arrastou por quase três anos. Agora que se decidiu, parece estar querendo recuperar o tempo perdido.
Um projeto de Lei aprovado em setembro passado estabelece um cronograma para dobrar o teor de biodiesel adicionado ao diesel neste e no próximo ano também.
Pela proposta, a partir de julho próximo, os veículos automotores do estado devem começar a rodar com o B10.
Esse mandato terá vigência até outubro, quando já é outono nos EUA. De novembro a junho, período mais frio no país, a mistura volta a ser o B5.
Concessões
O projeto de Lei original prevê ainda a introdução do B20 já no próximo ano. Alguns setores impactados pela nova resolução, como a Aliança de Fabricantes de Automóveis e a Associação de Revendedores de Automóveis de Minnesota (MADA, na sigla em inglês), reagiram a essa determinação, pedindo que o governo fosse com mais calma.
Mas um projeto de Lei, de autoria do deputado Clark Johnson, encaminhado ao Departamento de Agricultura do Estado, já está dando conta do problema, propondo que a implementação do B20 seja postergada em três anos.
"MADA e a Aliança disseram 'Ok, então vamos com B10 em julho (2014) e, em menos de um ano, vamos ter que ir para o B20?’", conta Charlie Poster, comissário assistente no Departamento de Agricultura de Minnesota. "Em resposta a isso, a data de aplicação B20 é agora 2018. Foi uma jogada de senso comum", atribui.
Paira também a preocupação quanto ao fato de o mandato abranger o mês de outubro, quando as temperaturas nos EUA já se encontram mais baixas.
A proposta do deputado Jonhson sugere estreitar um pouco o período para uso de misturas superiores como o B10, deixando outubro fora da obrigatoriedade. “Isso significa que a ‘temporada de verão’, durante a qual é possível usar misturas mais altas de biodiesel, seria de abril a setembro, em vez de abril a outubro”, explica Poster.
Outra concessão também em discussão envolve exceções ao mandato. Hoje, as usinas nucleares, ferrovias, empresas de mineração, de extração de madeira e a Guarda Costeira têm isenções para o uso de biodiesel, que estão previstas para expirarem 1º maio de 2015. "O projeto de Lei (deputado Johnson) propõe transformar as exceções em algo permanente", esclarece Poster acrescentando que, embora essas indústrias não sejam obrigadas a comprar o combustível misturado com biodiesel, muitas optam por adquiri-lo como uma medida de redução de custos.
Motivações
Segundo o comissário, o governador de Minnesota, Mark Dayton, bem como o Departamento de Agricultura do Estado, estão incrementando o mandato biodiesel por várias razões - entre elas, porque consideram algo positivo para a economia agrícola local.
"Ter uma indústria de biodiesel aqui em Minnesota adiciona 73 centavos de dólar para cada alqueire de soja colhida", destaca Poster. "Isso significa 219 milhões dólares para os agricultores do estado”.
Minnesota conta com três usinas de biodiesel que, de acordo com o comissário, produzem quase 60 milhões de galões de biodiesel por ano, gerando um faturamento de cerca de US$ 1 bilhão.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Biodiesel Magazine e Mankato Free Press
Um projeto de Lei aprovado em setembro passado estabelece um cronograma para dobrar o teor de biodiesel adicionado ao diesel neste e no próximo ano também.
O governo de Minnesota, nos Estados Unidos, demorou a se manifestar sobre a criação de novos marcos regulatórios para o biodiesel – a discussão se arrastou por quase três anos. Agora que se decidiu, parece estar querendo recuperar o tempo perdido.
Um projeto de Lei aprovado em setembro passado estabelece um cronograma para dobrar o teor de biodiesel adicionado ao diesel neste e no próximo ano também.
Pela proposta, a partir de julho próximo, os veículos automotores do estado devem começar a rodar com o B10.
Esse mandato terá vigência até outubro, quando já é outono nos EUA. De novembro a junho, período mais frio no país, a mistura volta a ser o B5.
Concessões
O projeto de Lei original prevê ainda a introdução do B20 já no próximo ano. Alguns setores impactados pela nova resolução, como a Aliança de Fabricantes de Automóveis e a Associação de Revendedores de Automóveis de Minnesota (MADA, na sigla em inglês), reagiram a essa determinação, pedindo que o governo fosse com mais calma.
Mas um projeto de Lei, de autoria do deputado Clark Johnson, encaminhado ao Departamento de Agricultura do Estado, já está dando conta do problema, propondo que a implementação do B20 seja postergada em três anos.
"MADA e a Aliança disseram 'Ok, então vamos com B10 em julho (2014) e, em menos de um ano, vamos ter que ir para o B20?’", conta Charlie Poster, comissário assistente no Departamento de Agricultura de Minnesota. "Em resposta a isso, a data de aplicação B20 é agora 2018. Foi uma jogada de senso comum", atribui.
Paira também a preocupação quanto ao fato de o mandato abranger o mês de outubro, quando as temperaturas nos EUA já se encontram mais baixas.
A proposta do deputado Jonhson sugere estreitar um pouco o período para uso de misturas superiores como o B10, deixando outubro fora da obrigatoriedade. “Isso significa que a ‘temporada de verão’, durante a qual é possível usar misturas mais altas de biodiesel, seria de abril a setembro, em vez de abril a outubro”, explica Poster.
Outra concessão também em discussão envolve exceções ao mandato. Hoje, as usinas nucleares, ferrovias, empresas de mineração, de extração de madeira e a Guarda Costeira têm isenções para o uso de biodiesel, que estão previstas para expirarem 1º maio de 2015. "O projeto de Lei (deputado Johnson) propõe transformar as exceções em algo permanente", esclarece Poster acrescentando que, embora essas indústrias não sejam obrigadas a comprar o combustível misturado com biodiesel, muitas optam por adquiri-lo como uma medida de redução de custos.
Motivações
Segundo o comissário, o governador de Minnesota, Mark Dayton, bem como o Departamento de Agricultura do Estado, estão incrementando o mandato biodiesel por várias razões - entre elas, porque consideram algo positivo para a economia agrícola local.
"Ter uma indústria de biodiesel aqui em Minnesota adiciona 73 centavos de dólar para cada alqueire de soja colhida", destaca Poster. "Isso significa 219 milhões dólares para os agricultores do estado”.
Minnesota conta com três usinas de biodiesel que, de acordo com o comissário, produzem quase 60 milhões de galões de biodiesel por ano, gerando um faturamento de cerca de US$ 1 bilhão.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Biodiesel Magazine e Mankato Free Press