Situação vem ficando tensa desde que se tornou público que a EPA garantiu isenções para um grupo grande de refinarias
A Associação de Biocombustíveis Avançados (ABFA, na sigla em inglês) entrou com um processo nessa terça-feira (01) contra a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo norte-americano. O grupo questiona os critérios que foram usados pela agência para isentar algumas refinarias de petróleo de suas obrigações relativas ao Renewable Fuel Standard (RFS).
A Associação de Biocombustíveis Avançados (ABFA, na sigla em inglês) entrou com um processo nessa terça-feira (01) contra a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo norte-americano. O grupo questiona os critérios que foram usados pela agência para isentar algumas refinarias de petróleo de suas obrigações relativas ao Renewable Fuel Standard (RFS).
Esse processo é o movimento mais recente numa polêmica que já vem se desenrolando há algumas semanas em torno do poder que a EPA tem para declarar algumas empresas isentas. Em tese, apenas refinarias de pequeno porte – capazes de processar até 75 mil barris de óleo por dia – e que consigam demonstrar que estão enfrentando dificuldades financeiras seriam elegíveis. Contudo, o número de isenções emitidas deu um salto repentino no ano passado.
Pequenas?
Em anos anteriores eram emitidas entre 6 e 8 isenções. Já em 2017, o número ultrapassou a marca das duas dúzias com a EPA se negando a divulgar as identidades das empresas beneficiadas sob alegação de que a informação é confidencial.
Segundo reportagem da agência de notícias Reuters, uma das refinarias beneficiadas foi a Andeavor. O grupo relatou lucro líquido de aproximadamente US$ 1,5 bilhão no ano passado. A CVR Energy também teria sido uma das beneficiadas. Uma das unidades da empresa de propriedade do bilionário e ex-assessor de Trump, Carl Icahn.
Em comunicado distribuído à imprensa, a ABFA se declara “preocupada” que o administrador da agência Scott Pruitt – indicado para o cargo pelo presidente Donald Trump – possa estar “distribuindo essas isenções de forma arbitrária e caprichosa atrás de portas fechadas e sem prestar contas”.
A ABFA conta com 40 membros, incluindo alguns nomes familiares para a indústria brasileira de biocombustíveis como a Única, a BSBios e a Cargill.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters