Produção das usinas norte-americanas continuou aquecida no ano passado e bateu seu segundo recorde consecutivo.
Foi por pouco, mas, mesmo assim, é um novo recorde. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês), a produção de biodiesel nos Estados Unidos superou – pela primeira vez – a barreira dos 6 bilhões de litros. O volume fabricado em 2017 superou o do ano anterior por uma margem um pouco menor que 2%.
Foi por pouco, mas, mesmo assim, é um novo recorde. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês), a produção de biodiesel nos Estados Unidos superou – pela primeira vez – a barreira dos 6 bilhões de litros. O volume fabricado em 2017 superou o do ano anterior por uma margem um pouco menor que 2%.
O resultado parece indicar que, depois de enfrentar uma série de turbulências, a produção norte-americana está se fixando num patamar mais elevado.
Antes de 2016, o melhor ano para o biodiesel nos EUA havia sido 2013 com 5,14 bilhões de litros colocados no mercado. Depois disso, a indústria amargou dois anos bem mais fracos em virtude de uma longa hesitação de Washington em acertar o passo da política de biocombustíveis para a maior economia do globo.
Começo fraco
Apesar do final feliz, o ano não começou bom para as usinas que experimentaram uma retração de 8,5% em sua atividade ao longo do primeiro trimestre.
Foi somente a partir de abril que o ritmo de produção realmente engrenou. Depois disso, no entanto a produção se manteve constantemente superior à de 2016.
O terceiro e quarto trimestres do ano passado tiveram, respectivamente, as duas maiores produções trimestrais no histórico mantido pela EIA – ambos acima de 1,68 bilhão de litros.
Importações
A imposição de barreiras contra as importações de biodiesel oriundas da Argentina e da Indonésia parecem ter surtido efeito. O volume de biodiesel importado pelos Estados Unidos em 2017 ficou abaixo dos 1,5 bilhão de litros – uma queda de quase 43,2% sobre o resultado anterior.
Mais do que isso, é visível a queda das importações depois que o Departamento de Comércio do governo dos EUA passou a impor tarifas antidumping contra o produto no final do mês de agosto. Isso mostra a efetividade da medida.
Apesar disso, não é possível perceber nenhum estimulo mais importante na produção interna. Ou seja, pelo menos por enquanto, as barreiras comerciais não transformaram em vendas maiores para os produtores locais como esperava a Associação Nacional do Biodiesel (NBB, na sigla original).
As exportações de biodiesel tiveram uma pequena elevação – menor que 6% – e fecharam 2017 em 352,3 milhões de litros. Esse é o melhor resultado anual dos últimos quatro anos embora ainda fique muito longe dos 743,3 milhões de litros exportados em 2013.
Tudo computado – produção, importações e exportações –, a oferta interna de biodiesel nos EUA ficou perto dos 7,53 bilhões de litros. Isso é quase 12% em relação ao ano anterior.
Percentual baixo
A despeito dos volumes elevados, o biodiesel ainda representa um percentual bastante limitado da demanda dos EUA.
Segundo a EIA, o consumo de diesel do mercado norte-americano no ano passado chegou perto dos 228,5 bilhões de litros. A produção das usinas locais representa apenas 2,6% desse mercado.
Mesmo juntando nisso as importações, a mistura média teria ficado pouco acima dos 3%. Queda em relação aos 3,6% registrados em 2016.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Foi por pouco, mas, mesmo assim, é um novo recorde. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês), a produção de biodiesel nos Estados Unidos superou – pela primeira vez – a barreira dos 6 bilhões de litros. O volume fabricado em 2017 superou o do ano anterior por uma margem um pouco menor que 2%.
O resultado parece indicar que, depois de enfrentar uma série de turbulências, a produção norte-americana está se fixando num patamar mais elevado.
Antes de 2016, o melhor ano para o biodiesel nos EUA havia sido 2013 com 5,14 bilhões de litros colocados no mercado. Depois disso, a indústria amargou dois anos bem mais fracos em virtude de uma longa hesitação de Washington em acertar o passo da política de biocombustíveis para a maior economia do globo.
Começo fraco
Apesar do final feliz, o ano não começou bom para as usinas que experimentaram uma retração de 8,5% em sua atividade ao longo do primeiro trimestre.
Foi somente a partir de abril que o ritmo de produção realmente engrenou. Depois disso, no entanto a produção se manteve constantemente superior à de 2016.
O terceiro e quarto trimestres do ano passado tiveram, respectivamente, as duas maiores produções trimestrais no histórico mantido pela EIA – ambos acima de 1,68 bilhão de litros.
Importações
A imposição de barreiras contra as importações de biodiesel oriundas da Argentina e da Indonésia parecem ter surtido efeito. O volume de biodiesel importado pelos Estados Unidos em 2017 ficou abaixo dos 1,5 bilhão de litros – uma queda de quase 43,2% sobre o resultado anterior.
Mais do que isso, é visível a queda das importações depois que o Departamento de Comércio do governo dos EUA passou a impor tarifas antidumping contra o produto no final do mês de agosto. Isso mostra a efetividade da medida.
Apesar disso, não é possível perceber nenhum estimulo mais importante na produção interna. Ou seja, pelo menos por enquanto, as barreiras comerciais não transformaram em vendas maiores para os produtores locais como esperava a Associação Nacional do Biodiesel (NBB, na sigla original).
As exportações de biodiesel tiveram uma pequena elevação – menor que 6% – e fecharam 2017 em 352,3 milhões de litros. Esse é o melhor resultado anual dos últimos quatro anos embora ainda fique muito longe dos 743,3 milhões de litros exportados em 2013.
Tudo computado – produção, importações e exportações –, a oferta interna de biodiesel nos EUA ficou perto dos 7,53 bilhões de litros. Isso é quase 12% em relação ao ano anterior.
Percentual baixo
A despeito dos volumes elevados, o biodiesel ainda representa um percentual bastante limitado da demanda dos EUA.
Segundo a EIA, o consumo de diesel do mercado norte-americano no ano passado chegou perto dos 228,5 bilhões de litros. A produção das usinas locais representa apenas 2,6% desse mercado.
Mesmo juntando nisso as importações, a mistura média teria ficado pouco acima dos 3%. Queda em relação aos 3,6% registrados em 2016.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com