
A EPA reduziu os volumes de biocombustíveis que as petroleiras norte-americanas precisam misturar nos combustíveis consumidos pelos EUA.
A indústria de biodiesel dos Estados Unidos está descontente. Nessa sexta-feira (15), a Agência de Proteção Ambiental do governo norte-americano revelou oficialmente os números preliminares da versão 2014 do Renewable Fuels Standard (RSF) – a lei que determina volumes mínimos de biocombustíveis que precisam ser adicionadas aos combustíveis fósseis comercializados no país.
Há cerca de um mês, um rascunho desta proposta já havia vazado e deixado os fabricantes preocupados com a possibilidade da agência governamental vir a cortar o tamanho do mercado potencial. Embora o pior golpe deva ser sentido pela indústria de etanol, os produtores de biodiesel provavelmente terão uma redução na produção.
Pela proposta o consumo de biodiesel permanecerá igual à 2013 – em 4,85 bilhões de litros. Essa, por si só, já é uma notícia considerada ruim para uma indústria que vem crescendo ano a ano e deverá superar suas metas de produção mais uma vez.
Como o biodiesel é considerado um combustível avançado, seu consumo é incluído dentro dessa categoria. Em 2013 a reserva para combustíveis avançados era de 10,4 bilhões de litros, dos quais 4,85 bilhões de litros deveriam ser biodiesel, 22,7 milhões de litros de biocombustível celulósico e o volume restante poderia ser disputado por todos os biocombustíveis avançados – dentre os quais está o etanol de cana produzido pelo Brasil. A proposta para 2014 mantém o mesmo volume de biodiesel, aumenta o biocombustível celulósico para 64,4 milhões e reduz o total de combustível avançado para cerca de 8,3 bilhões de litros. Com isso o mercado é disputado pelo biodiesel foi reduzido em cerca de dois bilhões de litros.
O cronograma original previa o uso de 14,2 bilhões de litros de biocombustível avançado em 2014.
Desapontamento
A vice-presidente de assuntos federais do National Biodiesel Board (NBB), Anne Steckel, qualificou o anúncio da EPA como “surpreendente e desapontador”. “Esta proposta, se acabar sendo a redação final, vai criar um mercado em redução, eliminar milhares de empregos e levar plantas de biodiesel por todo o país a fecharem as portas. Também vai enviar um sinal terrível aos investidores ameaçando o futuro do biodiesel e outros biocombustíveis avançados nos Estados Unidos”, reclamou.
“Os números propostos não refletem os resultados positivos da indústria de biodiesel em termos de níveis de produção”, reclamou o CEO da REG, maior fabricante de biodiesel do país, Daniel J. Oh. Comentou também que sua companhia e parceiros comerciais vão manter a pressão para que a EPA adote valores maiores.
Os números apresentados ainda não são definitivos. A proposta está em consulta pública por 60 dias e sua redação final não deverá ser conhecida antes de meados de janeiro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A indústria de biodiesel dos Estados Unidos está descontente. Nessa sexta-feira (15), a Agência de Proteção Ambiental do governo norte-americano revelou oficialmente os números preliminares da versão 2014 do Renewable Fuels Standard (RSF) – a lei que determina volumes mínimos de biocombustíveis que precisam ser adicionadas aos combustíveis fósseis comercializados no país.
Há cerca de um mês, um rascunho desta proposta já havia vazado e deixado os fabricantes preocupados com a possibilidade da agência governamental vir a cortar o tamanho do mercado potencial. Embora o pior golpe deva ser sentido pela indústria de etanol, os produtores de biodiesel provavelmente terão uma redução na produção.
Pela proposta o consumo de biodiesel permanecerá igual à 2013 – em 4,85 bilhões de litros. Essa, por si só, já é uma notícia considerada ruim para uma indústria que vem crescendo ano a ano e deverá superar suas metas de produção mais uma vez.
Como o biodiesel é considerado um combustível avançado, seu consumo é incluído dentro dessa categoria. Em 2013 a reserva para combustíveis avançados era de 10,4 bilhões de litros, dos quais 4,85 bilhões de litros deveriam ser biodiesel, 22,7 milhões de litros de biocombustível celulósico e o volume restante poderia ser disputado por todos os biocombustíveis avançados – dentre os quais está o etanol de cana produzido pelo Brasil. A proposta para 2014 mantém o mesmo volume de biodiesel, aumenta o biocombustível celulósico para 64,4 milhões e reduz o total de combustível avançado para cerca de 8,3 bilhões de litros. Com isso o mercado é disputado pelo biodiesel foi reduzido em cerca de dois bilhões de litros.
O cronograma original previa o uso de 14,2 bilhões de litros de biocombustível avançado em 2014.
Desapontamento
A vice-presidente de assuntos federais do National Biodiesel Board (NBB), Anne Steckel, qualificou o anúncio da EPA como “surpreendente e desapontador”. “Esta proposta, se acabar sendo a redação final, vai criar um mercado em redução, eliminar milhares de empregos e levar plantas de biodiesel por todo o país a fecharem as portas. Também vai enviar um sinal terrível aos investidores ameaçando o futuro do biodiesel e outros biocombustíveis avançados nos Estados Unidos”, reclamou.
“Os números propostos não refletem os resultados positivos da indústria de biodiesel em termos de níveis de produção”, reclamou o CEO da REG, maior fabricante de biodiesel do país, Daniel J. Oh. Comentou também que sua companhia e parceiros comerciais vão manter a pressão para que a EPA adote valores maiores.
Os números apresentados ainda não são definitivos. A proposta está em consulta pública por 60 dias e sua redação final não deverá ser conhecida antes de meados de janeiro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com