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EPA descarta plano para compensar isenções concedidas a refinarias

Plano obrigaria petroleiras a adicionarem mais biocombustíveis para compensar isenções concedidas a algumas refinarias

BiodieselBR.com 2 min de leitura

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo dos Estados Unidos descartou na semana passada uma medida que tinha como meta compensar a redução nas vendas de biocombustíveis causada pelo aumento no número de refinarias norte-americanas isentas do cumprimento das obrigações referentes ao Renewable Fuel Standar (RFS).

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo dos Estados Unidos descartou na semana passada uma medida que tinha como meta compensar a redução nas vendas de biocombustíveis causada pelo aumento no número de refinarias norte-americanas isentas do cumprimento das obrigações referentes ao Renewable Fuel Standar (RFS).

A política da EPA entrou na mira do setor de biocombustíveis depois que veio à tona que a quantidade isenções emitidas disparou para mais de duas dúzias no ano passado – contra algo entre 6 e 8 durante os anos do governo de Barack Obama. Segundo a indústria de biocombustíveis, a agência reguladora tem abusado de um instrumento que foi originalmente criado para ajudar exclusivamente refinarias de pequeno porte que estivessem enfrentando dificuldades financeiras.

Uma reportagem da Reuters descobriu que refinarias pertencentes ao grupo Andeavour – um dos maiores players do setor de refino dos EUA, com mais de US$ 1,5 bilhão em lucros no ano passado – estavam entre os beneficiários.

Documentos publicados pela EPA mostram que as isenções em vigor colocam 31 bilhões de litros de gasolina e 20,6 bilhões de litros de diesel de fora do escopo da RFS. A estimativa é que as isenções tenham reduzido o consumo de biocombustíveis em cerca de 8,5 bilhões de litros entre 2016 e 2017. Em maio, a Associação de Biocombustíveis Avançados (ABFA) abriu um processo questionando a prática.

Aumento

Para compensar as perdas causadas pela política de isenções, a EPA estudava elevar as metas de adição de biocombustíveis para o próximo ano, alterando a proposta que foi apresentada no final do mês passado.

Segundo a agência de notícias Reuters, se o plano que estava sendo estudado internamente pela EPA tivesse sido aprovado, os biocombustíveis poderiam representar pouco mais de 11,7% do mercado contra um pouco menos de 10,9% atualmente.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters

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