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Produção de biodiesel da Argentina se recupera no 2º trimestre

Retorno das exportações ajudou a indústria do país vizinho a ter seu melhor desempenho nos últimos quatro trimestres

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A indústria de biodiesel da Argentina tem uma história agitada cheia de voltas e reviravoltas. Não está sendo diferente este ano. Depois de um primeiro trimestre sofrível por conta de uma nova ameaça de fechamento do mercado da União Europeia, o setor está se pondo de pé mais uma vez.

A indústria de biodiesel da Argentina tem uma história agitada cheia de voltas e reviravoltas. Não está sendo diferente este ano. Depois de um primeiro trimestre sofrível por conta de uma nova ameaça de fechamento do mercado da União Europeia, o setor está se pondo de pé mais uma vez.

Segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério de Energia e Mineração, a produção trimestral das usinas de biodiesel atingiu sua melhor marca nos últimos quatro períodos. Quase 724,9 mil toneladas – cerca de 795 milhões de litros – de biocombustível foram fabricadas. Esse é o melhor valor desde o segundo trimestre de 2018 quando a produção chegou a 782,3 mil toneladas.

Recuperação sem brilho

Ainda não é um resultado dos mais portentosos. Considerando todo o histórico da produção argentina, o 2T de 2019 ocuparia uma apagada sétima posição o ranking.

Além disso, os números mensais mais recentes não são tão animadores. Depois de meses muito bons em abril e maio – com produção acima de 270 mil toneladas – a atividade da indústria teve uma recaída.

 

 

Em junho, a produção foi de 176,7 mil toneladas. Recuo de 35,3% na comparação mês a mês.

Fiel da balança

O mercado interno apresentou um crescimento de consideráveis 14,1% no 2T com o consumo chegando a 293,9 mil toneladas – o que faz desde o segundo melhor da história.

Contudo, o fiel da balança foi mesmo o mercado exportador. Depois de ficar literalmente zerado entre os meses de janeiro e fevereiro – algo que não tinha acontecido nem nos piores momentos do mercado argentino –, a demanda começou a reagir a partir de março. No total, as exportações passaram um pouco das 435 mil toneladas no 2T. Também o melhor resultado desde o período entre abril e junho de 2018.

As vendas resultaram em faturamento de US$ 330,6 milhões para as usinas argentinas. Cerca de R$ 1,29 bilhão pelo câmbio de hoje.

 

 

Nos valores mensais, as exportações tiveram um comportamento próximo da produção, com resultados bons em abril e maio – respectivamente 166 e 190,5 mil toneladas – e uma queda brusca no último mês do período. Em junho os embarques se reduziram para 78,5 mil toneladas.

O principal destino do biodiesel argentino foi, de longe, a Holanda que ficou com 348,5 mil toneladas – 80,1% do total – pelos quais pagou um pouco menos que US$ 264,5 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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