Usinas do país vizinho fabricaram menos de 271 mil m³ de biodiesel entre abril e junho
Este não vai ser um ano nada fácil para as usinas de biodiesel da Argentina. Depois de um primeiro trimestre muito ruim, a atividade do setor não está mostrando sinais de que possa melhorar no curto prazo. A produção das usinas no 2º trimestre (2T) levou um tombo de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O país vizinho vive uma quebra histórica de sua produção de soja. Dados recentes do governo argentino indicam uma colheita de 25 milhões de toneladas do grão na safra 2022/23, 43% abaixo dos resultados da temporada anterior. Isso tem afetado a atividade da indústria de esmagamento argentina.
Com menos matéria-prima disponível, a produção de biodiesel ficou em 270,9 mil m³ segundo dados oficiais do Ministério da Economia do país vizinho. O volume é 340,4 mil m³ menor do que no mesmo período de 2022, quando o setor chegou a ensaiar uma retomada mesmo que em patamares inferiores aos que o mercado argentino costumava atingir antes da pandemia do novo coronavírus.
Este não vai ser um ano nada fácil para as usinas de biodiesel da Argentina. Depois de um primeiro trimestre muito ruim, a atividade do setor não está mostrando sinais de que possa melhorar no curto prazo. A produção das usinas no 2º trimestre (2T) levou um tombo de 55,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O país vizinho vive uma quebra histórica de sua produção de soja. Dados recentes do governo argentino indicam uma colheita de 25 milhões de toneladas do grão na safra 2022/23, 43% abaixo dos resultados da temporada anterior. Isso tem afetado a atividade da indústria de esmagamento argentina.
Com menos matéria-prima disponível, a produção de biodiesel ficou em 270,9 mil m³ segundo dados oficiais do Ministério da Economia do país vizinho. O volume é 340,4 mil m³ menor do que no mesmo período de 2022, quando o setor chegou a ensaiar uma retomada mesmo que em patamares inferiores aos que o mercado argentino costumava atingir antes da pandemia do novo coronavírus.
Embora a contração ainda seja brutal. Os números ficaram menos gritantes. No 1T, a queda na produção beirou os 62%. Foi o pior trimestre para o setor desde a paradeira quase total do setor no 4T de 2020.
Somados os números dos primeiros seis meses do ano, a produção ficou em 496,4 mil m³ de biodiesel. O volume está 58,7% abaixo do 1S de 2022.
Volta das exportações
Depois da virtual parada no 1T com os embarques marcando 32,9 mil m³ – volume pífio para os padrões argentinos –, as exportações de biodiesel até mostraram alguma reação. Um pouco mais de 109,6 mil m³ de biodiesel saíram do país durante o 2T o que gerou uma renda de US$ 128,9 milhões para os produtores do país.
Ainda assim, o volume exportado está mais de 76,7% abaixo do que havia sido registrado no mesmo período de 2022.
A maior parte do volume exportado no trimestre mais recente teve a Holanda como destino. Foram quase 98,7 mil m³ para o país cujo Porto de Roterdã é uma das principais portas de entrada para o mercado da União Europeia (UE).
Contudo, vale destacar que as exportações para a Europa se concentraram no mês de abril. Em maio ainda houve um embarque de 11 mil m³ para o Canadá e, em junho, os exportadores da Argentina ficaram no zero a zero.
Tábua de salvação
Foi a demanda doméstica que realmente salvou as usinas da Argentina. No 2T, o mercado interno absorveu 73,8% do volume fabricado no período. Foram quase 200 mil m³ em consumo, cerca de 10,4% de aumento em relação ao período entre maio e junho de 2022.
É uma repetição do que já havia acontecido no trimestre anterior quando exatos 75% – um pouco menos de 169,1 mil m³ – da produção havia ficado no mercado nacional. A fatia da produção absorvida pela demanda interna supera em muito a média dos últimos cinco anos – 2018 a 2022 – quando a participação se limitava a 41,5%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com