As barreiras comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos no mercado de biodiesel já estão afetando a produção das usinas da Argentina. Segundo dados oficiais divulgados na última semana pelo Ministerio de Energia y Minería do país vizinho, entre julho e agosto houve uma contração de importantes 37,8% no volume mensal fabricado.
As barreiras comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos no mercado de biodiesel já estão afetando a produção das usinas da Argentina. Segundo dados oficiais divulgados na última semana pelo Ministerio de Energia y Minería do país vizinho, entre julho e agosto houve uma contração de importantes 37,8% no volume mensal fabricado.
Em relação à agosto do ano passado, a queda é ainda mais impressionante: 40,5%
O volume fabricado no mês foi de 169,9 milhares de toneladas o que mostra uma redução brusca em um ano onde a produção argentina vinha embalada saindo do melhor primeiro semestre de toda a sua história.
Uma queda em agosto não é muito comum para os padrões argentinos. Tipicamente, os volumes produzidos sobem ao longo do primeiro semestre, entrando num período de relativa estabilidade a partir de maio até voltarem a cair em algum ponto do quarto trimestre.
Bipolar
A indústria de biodiesel da Argentina vem apresentando um comportamento que pode ser descrito sem muito exagero ‘bipolar’. Desde 2012 ela alterna anos muito bons com outros de desaceleração brutal. A explicação para o fenômeno está nas mudanças de humor do mercado internacional – que, tipicamente, absorve mais de metade do biodiesel argentino.
O primeiro desses revezes aconteceu em 2013 quando a União Europeia resolveu fechar as portas de seu mercado aos argentinos sob alegação de dumping.
O país acabou encontrando uma tábua de salvação nos Estados Unidos. No ano passado, o mercado norte-americano importou 2,6 bilhões de litros dos quais cerca de 1,7 bilhão de litros saiu da Argentina rendendo aproximadamente US$ 1 bilhão.
Antidumping
O sucesso das exportações argentinas levou a uma reação das usinas norte-americanas. Segundo o exemplo europeu, entidades representativas do setor apresentaram queixa junto ao Departamento de Comércio dos EUA acusando suas concorrentes de vender seu produto a valores abaixo do custo de produção.
Na última semana a acusação foi acatada e foram impostas tarifas de importação sobre o biocombustível argentino que podem chegar a 70%. Isso fez com que as exportações da Argentina caíssem praticamente pela metade entre julho e agosto. Elas foram de 205,8 para 104,9 mil toneladas.
O ano ainda não está completamente perdido para o biodiesel argentino. Em setembro, a União Europeia teve que atender a uma determinação da Organização Mundial do Comércio e cortar as tarifas que haviam sido impostas em 2013.
Em agosto, foram 60 mil toneladas de biodiesel argentino foram embarcados com destino à Espanha. Esse foi o primeiro negócio feito com o Velho Continente desde janeiro de 2015.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As barreiras comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos no mercado de biodiesel já estão afetando a produção das usinas da Argentina. Segundo dados oficiais divulgados na última semana pelo Ministerio de Energia y Minería do país vizinho, entre julho e agosto houve uma contração de importantes 37,8% no volume mensal fabricado.
Em relação à agosto do ano passado, a queda é ainda mais impressionante: 40,5%
O volume fabricado no mês foi de 169,9 milhares de toneladas o que mostra uma redução brusca em um ano onde a produção argentina vinha embalada saindo do melhor primeiro semestre de toda a sua história.
Uma queda em agosto não é muito comum para os padrões argentinos. Tipicamente, os volumes produzidos sobem ao longo do primeiro semestre, entrando num período de relativa estabilidade a partir de maio até voltarem a cair em algum ponto do quarto trimestre.
Bipolar
A indústria de biodiesel da Argentina vem apresentando um comportamento que pode ser descrito sem muito exagero ‘bipolar’. Desde 2012 ela alterna anos muito bons com outros de desaceleração brutal. A explicação para o fenômeno está nas mudanças de humor do mercado internacional – que, tipicamente, absorve mais de metade do biodiesel argentino.
O primeiro desses revezes aconteceu em 2013 quando a União Europeia resolveu fechar as portas de seu mercado aos argentinos sob alegação de dumping.
O país acabou encontrando uma tábua de salvação nos Estados Unidos. No ano passado, o mercado norte-americano importou 2,6 bilhões de litros dos quais cerca de 1,7 bilhão de litros saiu da Argentina rendendo aproximadamente US$ 1 bilhão.
Antidumping
O sucesso das exportações argentinas levou a uma reação das usinas norte-americanas. Segundo o exemplo europeu, entidades representativas do setor apresentaram queixa junto ao Departamento de Comércio dos EUA acusando suas concorrentes de vender seu produto a valores abaixo do custo de produção.
Na última semana a acusação foi acatada e foram impostas tarifas de importação sobre o biocombustível argentino que podem chegar a 70%. Isso fez com que as exportações da Argentina caíssem praticamente pela metade entre julho e agosto. Elas foram de 205,8 para 104,9 mil toneladas.
O ano ainda não está completamente perdido para o biodiesel argentino. Em setembro, a União Europeia teve que atender a uma determinação da Organização Mundial do Comércio e cortar as tarifas que haviam sido impostas em 2013.
Em agosto, foram 60 mil toneladas de biodiesel argentino foram embarcados com destino à Espanha. Esse foi o primeiro negócio feito com o Velho Continente desde janeiro de 2015.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com