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Indústria de biodiesel da Argentina tem pior começo de ano desde 2009

Sem exportar desde janeiro, usinas do país vizinho viram a produção de biodiesel minguar para menos de 225,5 mil m³

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O processo de recuperação da indústria de biodiesel na Argentina descarrilou. Depois de ter fechado o último ano com mais de 2,09 milhões de m³ de biodiesel fabricados – alta de 10,8% sobre o resultado de 2021 –, o começo de 2023 está sendo marcado por uma freada brusca na atividade das usinas do país vizinho.

Segundo os dados mais recentes do Secretaria de Energia do Ministério da Economia do país vizinho, entre janeiro e março a produção de biodiesel mal chegou a 225,5 mil m³. Esse volume torna o 1º trimestre (1T) de 2023 o pior para as usinas dos últimos 14 anos.

A última vez que o setor viu um ano começar mais devagar foi em 2009, quando foram fabricados 156,5 mil m³ de biodiesel.

Em relação ao ano passado, quando a produção no 1T beirou os 592 mil m³, a atividade do setor caiu desastrosos 62%.

O processo de recuperação da indústria de biodiesel na Argentina descarrilou. Depois de ter fechado o último ano com mais de 2,09 milhões de m³ de biodiesel fabricados – alta de 10,8% sobre o resultado de 2021 –, o começo de 2023 está sendo marcado por uma freada brusca na atividade das usinas do país vizinho.

Segundo os dados mais recentes do Secretaria de Energia do Ministério da Economia do país vizinho, entre janeiro e março a produção de biodiesel mal chegou a 225,5 mil m³. Esse volume torna o 1º trimestre (1T) de 2023 o pior para as usinas dos últimos 14 anos.

A última vez que o setor viu um ano começar mais devagar foi em 2009, quando foram fabricados 156,5 mil m³ de biodiesel.

Em relação ao ano passado, quando a produção no 1T beirou os 592 mil m³, a atividade do setor caiu desastrosos 62%.

Copo meio cheio

Apesar da freada, a produção de biodiesel se acelerou no final do período.

Apenas no mês de março, as usinas fabricaram um pouco mais que 110,1 mil m³ de biodiesel. Isso representa praticamente metade – 48,8% – do total fabricado no trimestre.

A maior parte das perdas se concentram em fevereiro quando a produção foi de parcos 48,9 mil m³ – o pior resultado mensal desde janeiro de 2021 quando as usinas haviam colocado menos de 31 mil m³ de biodiesel no mercado.

Parada

Esse tombo acontece apesar da Argentina estar consumindo bem mais biodiesel. Na comparação anual, a demanda doméstica pelo produto avançou respeitáveis 56,6% chegando a 169,1 mil m³.

A alta, contudo, está longe de compensar as perdas no mercado externo que tem sido – desde sempre – o carro-chefe do setor de biodiesel argentino. Em 2023, a Argentina só conseguiu exportar no mês de janeiro. Depois disso houve uma paradeira geral.

No total, os embarques argentinos de e biodiesel se resumiram a 30,9 mil m³ enviados para a Holanda em janeiro. O negócio rendeu US$ 45,1 milhões aos exportadores. Comparado ao 1T22, as exportações caíram mais de 93,2% em volume e 92,9% em valor.

Este ano promete ser bastante desafiador para o complexo soja da Argentina. O país é o terceiro maior produtor do grão do mundo atrás do Brasil e dos Estados Unidos, mas lidera o mercado global em termos de exportação de derivados da soja.

Contudo, o país acaba de sofrer quebra de safra histórica. Segundo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita da temporada 2022/23 ano deve ficar em 27 milhões de toneladas contra uma produção que – até outubro de 2022 – era estimada em 51 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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