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Indústria de biodiesel argentina tem os piores meses de sua história

A indústria de biodiesel da Argentina está em crise. Segundo dados do governo argentino, fevereiro e março foram os dois piores na história do segmento.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A indústria de biodiesel da Argentina está novamente em crise. Depois de ter conseguido virar o jogo no ano passado retomando os níveis de produção anteriores à seu banimento do mercado Europeu – com direito, inclusive, a bater seu recorde de produção –, a indústria de biodiesel do país vizinho iniciou 2015 em estado melancólico. Os meses de fevereiro e março foram os dois piores da história do segmento.

A indústria de biodiesel da Argentina está novamente em crise. Depois de ter conseguido virar o jogo no ano passado retomando os níveis de produção anteriores à seu banimento do mercado Europeu – com direito, inclusive, a bater seu recorde de produção –, a indústria de biodiesel do país vizinho iniciou 2015 em estado melancólico. Os meses de fevereiro e março foram os dois piores da história do segmento. 

Os dados recém-divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo argentino – o Indec –, sobre a produção e exportação do biocombustível mostram que essas atividades registraram, neste primeiro trimestre do ano, a maior retração já observada desde que o Instituto começou a monitorar o ritmo da indústria em 2010.

Nos primeiros três meses de 2015, as usinas argentinas fabricaram cerca de 330,2 mil de toneladas de biodiesel. Esse volume é 54,1% menor que o produzido o trimestre anterior e 16,3% menor que o fabricado no mesmo período há um ano. Chega a ser menor, inclusive que primeiro trimestre de 2010 que, até agora, figurava como o mais fraco de toda a série histórica com 360,6 mil toneladas produzidas.

O ritmo de produção da indústria vem declinando desde janeiro, como mostra o gráfico mais abaixo. Em março, atingiu o menor nível mensal em toda sua existência, com apenas 96,7 mil toneladas de biodiesel fabricadas. Esse montante representa um recuo de cerca 20% em cima da produção do setor em março de 2014.

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Exportações

Os maus resultados também se estendem ao campo da exportação – atividade que, por muito tempo, foi o pilar de sustentação da indústria de biodiesel argentina.

O volume de biodiesel exportado pela Argentina neste primeiro trimestre foi de 95,8 mil toneladas. Esse é o menor resultado trimestral já visto – inferior até mesmo ao registrado durante o pior da crise provocada causado pela perda de seu principal mercado consumidor em função da imposição de taxas antidumping pela União Europeia.

Comparada às exportações do trimestre anterior, a queda na comercialização do biodiesel argentino no exterior se revela incrivelmente acentuada – 80,2%, como evidencia o gráfico abaixo:



Antes da divulgação dos dados oficial pelo Indec, a Câmara Argentina de Biocombustíveis já havia sinalizado uma forte retração nas exportações de biodiesel efetuadas pelo país.

Com 25,2 mil toneladas do biocombustível embarcadas ao exterior, janeiro de 2015 foi o mês com a terceira menor exportação de todo o histórico já produzido pelo Indec.

Apesar desse mal resultado inicial, houve um aumento das exportações argentinas no decorrer do primeiro trimestre – o volume de biodiesel comercializado pelas usinas cresceu quase 50% entre janeiro e março –, isso não foi suficiente para evitar um mau resultado na contabilidade global.

Em comparação ao mesmo período no ano passado, as exportações de março foram de 37,8 mil toneladas uma queda de 55,5% sobre o mesmo período do ano passado. Também é 67,8% menos que a média histórica da indústria que é de 117,5 mil toneladas por mês.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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