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Indústria de biodiesel da Argentina deve bater recorde em 2017, diz USDA

Para o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção de biodiesel da Argentina está em retomada e, em 2017, deverá ter recorde de produção.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O ano de 2017 tem tudo para ser muito positivo para a indústria de biodiesel da Argentina. Quem faz essa afirmação é o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que, no mês passado, publicou seu relatório anual sobre a indústria de biocombustíveis de nossos vizinhos no qual projeta que, no ano que vem, haverá a maior produção da história do paíse vizinho.

O ano de 2017 tem tudo para ser muito positivo para a indústria de biodiesel da Argentina. Quem faz essa afirmação é o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que, no mês passado, publicou seu relatório anual sobre a indústria de biocombustíveis de nossos vizinhos no qual projeta uma produção de 3,1 bilhões de litros – a maior desde que os argentinos iniciaram a produção comercial. Se confirmada, a projeção representa uma volta por cima para o biodiesel argentino.

Os últimos anos têm sido bastante duros para as usinas de nuestros hermanos. Desde que a União Europeia resolveu fechar as portas ao biodiesel argentino em outubro de 2013 a produção no país vizinho vem penando para se estabilizar com a alternância de períodos muito bons e outros simplesmente desastrosos.

Essa inconstância parece estar ficando para trás. De acordo com o USDA, a virada já está em curso. A produção de biodiesel na Argentina deverá fechar 2016 em pouco menos de 2,7 bilhões de litros o que representa um crescimento de 30,6% em relação ao resultado de 2015.

Com certeza, esse já um resultado positivo. Mas ainda está bem abaixo do recorde do país que registrado em 2014 quando foram fabricados 2,9 bilhões de litros de biodiesel. Em 2017, no entanto, esse teto deverá ser superado em mais de 5,6%.

Graças a esse resultado, o grau de utilização da indústria argentina que, hoje, conta com 38 usinas em atividade deve disparar de cerca de 39,5% no ano passado para 57,5% no final do ano que vem. Este seria o melhor resultado desde 2012 quando a indústria rodou 70% de sua capacidade fabril.

Exportação

O principal driver nessa nova arrancada da Argentina é o mercado exportador.

Depois de terem despencado para 895 milhões de litros em 2015 – menos da metade que em 2014 –, as vendas externas das usinas argentinas devem fechar este ano em 1,5 bilhão de litros e chegar a 1,7 bilhão de litros em 2017. Um avanço acumulado de 89,9% em apenas dois anos.

Nesse caso, no entanto, o resultado de 2017 ainda ficará aquém do melhor ano do histórico – 2011 – quando foram exportados pouco mais de 1,9 bilhão de litros de biodiesel.

O retorno da Argentina ao posto de potência exportadora vem sendo patrocinado pelo aumento da demanda nos Estados Unidos. Segundo a USDA, corretoras locais estimam que os embarques com destino aos EUA deverão ficar entre 1,4 e 1,5 bilhão de litros em 2017.

Comparando o volume produzido com as exportações, o volume de biodiesel voltado ao mercado interno seria de 1,4 bilhão de litros – 45,2% do total. Essa será a maior fatia voltada ao mercado interno com exceção do ano de 2015, quando as exportações foram muito pequenas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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