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Fabricantes argentinos cobram reajuste nos preços do biodiesel

Para fazer frente à desvalorização do peso, os fabricantes de biodiesel da Argentina estão pleiteando um aumento substancial no preço de referência.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Os fabricantes de biodiesel da Argentina estão – novamente – em apuros. Dessa vez, o problema vem das mudanças nas políticas cambiais promovidas em meados do mês passado pelo governo do recém-empossado Maurício Macri. Desde o anúncio das medidas, o peso argentino perdeu 22,5% de seu valor frente ao dólar.

Os fabricantes de biodiesel da Argentina estão – novamente – em apuros. Dessa vez, o problema vem das mudanças nas políticas cambiais promovidas em meados do mês passado pelo governo do recém-empossado Maurício Macri. Desde o anúncio das medidas, o peso argentino perdeu 22,5% de seu valor frente ao dólar.

Em tese, os preços pagos pelo biodiesel são reajustados quinzenalmente pelo Ministério de Energia e Mineração, contudo o cronograma nunca foi cumprido e os novos valores saem rotineiramente atrasados. A última atualização nos preços aconteceu em 12 de novembro e fixou os preços até o mês de outubro de forma retroativa. Desde então, mais nada aconteceu.

Dessa forma, os fabricantes continuam recebendo entre 5.154,87 e 7.020,25 pesos por tonelada de biodiesel vendida às distribuidoras. Como o óleo de soja é cotado na moeda norte-americana, os preços pagos pelo biodiesel no mercado interno ficaram defasados.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Empresas Pequenas e Médias Regionais Produtoras de Biocombustíveis (Cepreb), Tomás Lorda, os fabricantes e representantes do governo Macri tem se reunido para tentar chegar a um acordo sobre os preços. “Ainda não chegamos a uma solução”, lamenta informando que as usinas de menor porte querem que a tonelada do biodiesel passe a ser cotada a 11 mil pesos.

Essa demanda tem encontrado resistências dentro da Casa Rosada que não quer bancar uma alta tão grande.

O empresário, no entanto, alerta que as usinas menores não têm cacife para absorver esse descompasso nos preços por muito tempo. “Chegamos a uma situação em que estamos absolutamente sufocados do ponto de vista financeiro”.

Susto

Não bastasse o problema relacionado à definição dos preços do mercado interno, os fabricantes argentinos que exportam biodiesel tomaram um susto e tanto quanto viram os impostos de exportação serem multiplicados por 10.

Culpa de um erro do governo que fez o imposto saltar dos atuais 3,3% para 33%. O problema foi a ausência da virgula na publicação do percentual. O erro já foi corrigido por meio de uma medida retificadora.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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