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Biodiesel da Argentina tem maior produção para um 1º trimestre em 5 anos

Segundo dados que divulgados pelo governo da Argentina, a produção de biodiesel nos três primeiros meses de 2017 foi a maior em cinco anos. 
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A turbulências que vem se armando no horizonte não atingiu o mercado de biodiesel da Argentina no primeiro trimestre. Segundo dados que divulgados pelo Ministério de Energia y Mineria do país vizinho, a produção das usinas durante os três primeiros meses deste ano somou 524,4 mil toneladas. Esse é o melhor resultado para a indústria desde 2012 quando a produção atingiu 710,4 mil toneladas.

A turbulências que vem se armando no horizonte não atingiu o mercado de biodiesel da Argentina no primeiro trimestre. Segundo dados que divulgados pelo Ministério de Energia y Mineria do país vizinho, a produção das usinas durante os três primeiros meses deste ano somou 524,4 mil toneladas. Esse é o melhor resultado para a indústria desde 2012 quando a produção atingiu 710,4 mil toneladas.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção deu um salto de praticamente um terço – 31,2% para ser mais exato.

Isso acontece num momento em que a indústria de biodiesel da Argentina se vê – novamente – vivendo um período de grandes incertezas. Uma investigação aberta pelo governo dos Estados Unidos que pode acabar fechando as portas do mercado norte-americano ao biocombustível argentino.

No ano passado, os Estados Unidos foram responsáveis por absorver pouco mais da metade da produção das usinas argentinas. Dos quase 2,66 milhões de toneladas fabricadas no país, cerca de 1,47 milhão de toneladas acabaram embarcados para os EUA.

Mercado interno

Pelo menos por enquanto, as exportações vêm se sustentando. No primeiro trimestre do ano 180,7 mil toneladas de biodiesel foram embarcadas. Isso representa uma queda de módicos 2,6% em relação ao resultado – 185,5 mil toneladas – apurado entre janeiro e março de 2016. O faturamento total com exportações foi de US$ 146,7 milhões no período.

Essa pequena retração, no entanto, não tem nada a ver com o mercado norte-americano. Na comparação anual as exportações para os Estados Unidos até cresceram – de 130,3 no ano passado para 173,7 mil toneladas agora.

As perdas dizem respeito as reduções dos embarques rumo ao mercado peruano. Em outubro passado, Lima decidiu começar a tarifar o biocombustível argentino, o volume exportado despencou de 48,4 mil toneladas em 2016 para apenas 7 mil toneladas em 2017.

Com as exportações estáveis, o mercado interno se tornou o motor para a indústria argentina de biodiesel. De janeiro a março, o consumo interno saltou quase 36% chegando a 273,3 mil toneladas.

O bom resultado no agregado, no entanto, encobre o fato da demanda ter se concentrado em janeiro quando a demanda foi de 100 mil toneladas. Já em março, o consumo havia recuado 16% chegando em 84 mil toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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