O governo da Argentina também vai apelar da decisão tomada em março pelo painel da Organização Mundial do Comércio (OMC) que está analisando a imposição de tarifas antidumping pela União Europeia (UE) sobre as exportações de biodiesel argentino. A UE havia apresentado recurso contra essa mesma decisão no final do mês passado.
O governo da Argentina também vai apelar da decisão tomada em março pelo painel da Organização Mundial do Comércio (OMC) que está analisando a imposição de tarifas antidumping pela União Europeia (UE) sobre as exportações de biodiesel argentino. A UE havia apresentado recurso contra essa mesma decisão no final do mês passado.
Argentinos e europeus vêm travando um verdadeiro cabo de guerra em torno do mercado de biodiesel há vários anos.
Segundo a UE, a prática da Argentina de cobrar tributos muito menores na exportação de biodiesel acabado do que na exportação de óleo vegetal equivaleria a dumping por inviabilizar que os fabricantes europeus se mantivessem competitivos. Por esse motivo, desde outubro de 2013, o bloco europeu começou a sobretaxar a entrada do produto argentino em seu mercado.
Em dezembro daquele mesmo ano, a Argentina abriu uma consulta na OMC questionando a barreira que, segundo a Casa Rosada, gera perdas equivalentes a US$ 1,6 bilhão por ano.
Decisão em disputa
Embora a decisão do painel formado pela OMC não tenha eliminado as tarifas antidumping, ela foi considerada uma vitória parcial ao questionar alguns dos aspectos da investigação promovida pela UE.
Os europeus não gostaram nada e recorreram quase imediatamente. Mas os argentinos tampouco ficaram satisfeitos. Segundo os representantes de nosso país vizinho, ao estabelecer as tarifas antidumping a autoridade europeia teriam desrespeitado acordos internacionais e responsabilizado suas usinas por fragilidades que seriam internas do próprio setor europeu de biodiesel.
A OMC tem 90 dias para apresentar um veredicto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O governo da Argentina também vai apelar da decisão tomada em março pelo painel da Organização Mundial do Comércio (OMC) que está analisando a imposição de tarifas antidumping pela União Europeia (UE) sobre as exportações de biodiesel argentino. A UE havia apresentado recurso contra essa mesma decisão no final do mês passado.
Argentinos e europeus vêm travando um verdadeiro cabo de guerra em torno do mercado de biodiesel há vários anos.
Segundo a UE, a prática da Argentina de cobrar tributos muito menores na exportação de biodiesel acabado do que na exportação de óleo vegetal equivaleria a dumping por inviabilizar que os fabricantes europeus se mantivessem competitivos. Por esse motivo, desde outubro de 2013, o bloco europeu começou a sobretaxar a entrada do produto argentino em seu mercado.
Em dezembro daquele mesmo ano, a Argentina abriu uma consulta na OMC questionando a barreira que, segundo a Casa Rosada, gera perdas equivalentes a US$ 1,6 bilhão por ano.
Decisão em disputa
Embora a decisão do painel formado pela OMC não tenha eliminado as tarifas antidumping, ela foi considerada uma vitória parcial ao questionar alguns dos aspectos da investigação promovida pela UE.
Os europeus não gostaram nada e recorreram quase imediatamente. Mas os argentinos tampouco ficaram satisfeitos. Segundo os representantes de nosso país vizinho, ao estabelecer as tarifas antidumping a autoridade europeia teriam desrespeitado acordos internacionais e responsabilizado suas usinas por fragilidades que seriam internas do próprio setor europeu de biodiesel.
A OMC tem 90 dias para apresentar um veredicto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com