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Argentina supera marca de US$ 1 bilhão em exportações de biodiesel

O ano de 2016 foi bom o biodiesel argentino. Com um mês para fechar as contas do ano, as exportações já renderam mais de US$ 1,1 bilhão aos fabricantes.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
O ano de 2016 deve deixar saudades entre fabricantes de biodiesel da Argentina. Faltando ainda um mês para encerrar as contas do ano – último dado oficial disponível é de novembro – só em vendas externas os hermanos já faturaram um pouco mais de US$ 1,1 bilhão. No momento, eles estão a menos de US$ 145 milhões de quebrarem o recorde de exportações do produto que, atualmente, pertence à 2014 com US$ 1,21 bilhões faturados.

O ano de 2016 deve deixar saudades entre fabricantes de biodiesel da Argentina. Faltando ainda um mês para encerrar as contas do ano – último dado oficial disponível é de novembro – só em vendas externas os hermanos já faturaram um pouco mais de US$ 1,1 bilhão. No momento, eles estão a menos de US$ 145 milhões de quebrarem o recorde de exportações do produto que, atualmente, pertence à 2014 com US$ 1,21 bilhões faturados.

Com uma média mensal de US$ 143,5 milhões em exportações ao longo do segundo semestre, tudo indica que a diferença será milimétrica.

Em termos de volumes exportados o resultado de 2016 também será robusto. Nos últimos 11 meses, 1,53 milhão de toneladas de biodiesel já foram embarcadas para fora do país. Faltam pouco mais de 65 mil toneladas para que o recorde de 2014 seja superado.

Melhor ano

Somado aí o despenho no mercado interno – que já consumiu outras 935 mil toneladas do biodiesel – e 2016 está bem encaminhado para ser o melhor ano na história do setor de biodiesel na Argentina.

A produção das usinas do país vizinho, até o mês de novembro, já beirava os 2,51 milhões de toneladas. Apenas 75 mil toneladas separam nossos vizinhos de quebrar seu recorde de produção – também de 2014 –; um pulinho, se considerarmos que a média ao longo do ano beirou as 208,1 mil toneladas mensais.

Efeito Trump

Acontece que essa pujança já está sob ameaça. Isso porque as usinas argentinas se tornaram pesadamente dependentes do mercado norte-americano.

A demanda dos Estados Unidos respondeu por praticamente 91% do volume exportado pelos argentinos e por 92,3% do faturamento destes. Na ponta do lápis, foram 1,4 bilhão de litros de biodiesel com destinos aos portos norte-americanos que renderam pouco mais de US$ 1 bilhão.

A guinada na Casa Branca sob a administração Donald Trump tem deixado muita gente por lá de cabelos em pé.

Não apenas pelo tom mais protecionista do novo governo dos Estados Unidos, que pode acabar revendo a decisão do EPA de garantiu às usinas argentinas igualdades de condições com os produtores locais; mas, também, pela possibilidade de uma reforma drástica política de biocombustíveis.

Seria um golpe parecido com o que nossos vizinhos levaram depois que a União Europeia passou a tarifar as exportações argentinas. Em 2014, os países europeus chegaram a importar um milhão de toneladas de biodiesel argentino por US$ 833,3 milhões. No ano seguinte foram 20,2 mil toneladas por US$ 15,4 milhões.

Recentemente, a Argentina já levou um golpe nessa mesma direção. O Peru também decidiu passar a impor tarifas sobre o produto argentino. Apenas este ano, o mercado peruano comprou 133,5 mil toneladas por US$ 80,6 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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