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Argentina reassume liderança nas exportações de biodiesel para a UE

Redução das tarifas antidumping que impostas pelo bloco em 2013 garantiram retorno do biodiesel argentino ao mercado europeu

BiodieselBR.com 2 min de leitura

A Argentina está de volta à liderança entre do ranking de fornecedores externos de biodiesel para o mercado eropeu. Desde que a União Europeia foi obrigada a baixar as tarifas antidumping que vinha cobrando das usinas argentina em setembro passado as exportações deslancharam.

A Argentina está de volta à liderança entre do ranking de fornecedores externos de biodiesel para o mercado eropeu. Desde que a União Europeia foi obrigada a baixar as tarifas antidumping que vinha cobrando das usinas argentina em setembro passado as exportações deslancharam.

Segundo um levando conduzido pela Ufop, maior associação de fabricantes deste biocombustível da Alemanha, entre setembro de 2017 e março de 2018 as usinas argentinas venderam praticamente 916 mil toneladas de biodiesel para os 28 países-membros da UE. O volume representa 68,3% do total importado no periodo de sete meses. A maior parte esse biodiesel teve a Espanha e a Holanda como destino.

No total, as importações de biodiesel do bloco europeu foram de 1,34 milhão de toneladas.

Salto

Desde que as tarifas antidumping começaram a ser cobradas em 2013, as exportações da Argentina permaneceram virtualmente zeradas. Entre setembro de 2016 e março de 2017, as exportações argentinas eram praticamente inexistentes. Segundo a Ufop apenas 155 toneladas de biodiesel argentino entraram no mercado da Europa.

Em somente um ano, o salto foi de quase 5.910%.

Soja

Em compensação, as exportações de óleo de soja argentino para a Europa foram virtualmente inexistentes.

Segundo a Ufop, essa disparada repentina reforça os temores de fabricantes europeus de que a preferência da Argentina em exportar biodiesel acabado ao invés de óleo de soja acaba aumentando a pressão sobre os preços das matérias-primas para os fabricantes locais de biocombustível e, como consequência, aumentando a competitividade dos exportadores.
A palma-de-óleo foi a maior fonte de óleos vegetais para a Europa com 3,22 milhões de toneladas importadas durante o período analisado. A maior parte desse total veio da Indonésia que forneceu pouco mais de 1,93 milhões de toneladas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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