Argentina irá cortar tributo cobrado sobre biodiesel exportado
O governo argentino vai cortar quase pela metade os impostos de exportação que incidem sobre as vendas de biodiesel.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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O governo de Cristina Kirchner está saindo em defesa da indústria argentina de biodiesel – fragilizada depois que a União Europeia decidiu, em novembro passado, taxar as importações do biocombustível produzido no país sul-americano.
Segundo o diretor-executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio, Claudio Molina, a Argentina vai cortar quase pela metade o imposto pago sobre as exportações do biocombustível.
O governo de Cristina Kirchner está saindo em defesa da indústria argentina de biodiesel – fragilizada depois que a União Europeia decidiu, em novembro passado, taxar as importações do biocombustível produzido no país sul-americano. Segundo o diretor-executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio, Claudio Molina, a Argentina vai cortar quase pela metade o imposto pago sobre as exportações do biocombustível.
A expectativa é que retroativamente a tarifa seja reduzida dos atuais 21,75% para 11,07% em março. A Casa Rosada ainda não fez o anúncio oficial acerca da medida.
Para Victor Castro, diretor-executivo da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), a redução dessa carga tributária permitirá a indústria local ganhar competitividade. "Esperamos que isso se concretize, como está se difundido, e nos permita ter uma ferramenta para sair e conquistar mercados, e ver se podemos retomar a agenda de exportação", disse, esperançoso, Castro.
Resgate Além da redução do imposto cobrado em cima do biodiesel exportado, o governo argentino está articulando para passar no Congresso um projeto de lei destinado a isentar temporariamente os produtores de biodiesel de alguns tributos. A proposta deve ser analisada pela Câmara dos Deputados ainda nesta quarta-feira (14).
A intenção é aprovar essa iniciativa de forma que possa ser transformada em Lei antes do final de maio, satisfazendo o anseio da indústria de biodiesel para superar a situação gerada pela queda nas exportações.
O projeto conta com amplo apoio dos grupos de oposição. O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Roberto Feletti, argumentou que é importante passar a proposta porque vai "gerar consumo adicional de 500 mil toneladas".
Objetivo A estratégia do governo Kirchner de reduzir impostos cobrados em cima do biodiesel tem um objetivo muito bem delineado: a retomada das exportações, pilar sobre o qual se erigiu a indústria do biocombustível no país. A meta de remessas ao exterior projetada pela Casa Rosada para este ano é de 700 mil toneladas de biodiesel.
De acordo com a Carbio, foram exportadas 85 mil toneladas em março, uma queda de 5,2% em comparação com o mesmo período de 2013 e de 41,3 % em comparação com 2012.
O recorde de remessas de biodiesel argentino ao exterior foi estabelecido em 2011, quando foram comercializadas 1,7 milhão de toneladas. Em 2012, os contratos diminuíram, mas foi no ano passado, após a introdução das medidas oficiais de antidumping pela UE, que as exportações do produto foram sensivelmente afetadas, caindo 32%.
Para o diretor-executivo da Carbio, a redução de tributos não muda a relação comercial com a União Europeia, até então, principal destino do biocombustível argentino. Mas Castro reconhece que a medida abre a porta para se explorar outros nichos, por exemplo, África, Canadá, EUA e Ásia.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações Platts, Surtidores e Infocampo