
Nessa segunda-feira (02), o governo da Argentina anunciou que vai aumentar o volume de biodiesel adicionado no diesel fóssil.
Nessa segunda-feira (02), o governo da Argentina anunciou que vai aumentar o volume de biodiesel adicionado no óleo diesel dos atuais 8% para 10%. O aumento deverá acontecer em duas etapas – 9% a partir do ano que vem e 10% em 2015.
A medida já era esperada desde meados do ano, quando o governo elevou a mistura em um ponto percentual e se comprometeu com a adoção do B10. Com a nova mistura, a demanda do mercado interno – atualmente em 850 mil toneladas –deverá crescer em 450 mil toneladas.
Com isso, a demanda interna vai passar a absorver 33% da capacidade instalada do país, que hoje está em 4 milhões de toneladas.
“O anúncio [do aumento da mistura] é muito positivo. É uma medida inteligente e serve para aliviar parcialmente os problemas da indústria”, comemorou o presidente da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), Luis Zubizarreta.
De quebra, Buenos Aires espera reduzir as importações de derivados do petróleo. Em novembro, as contas externas do país ficaram no vermelho em US$ 2,1 bilhões.
UE
A decisão de aumentar a mistura foi tomada para tentar compensar – ao menos em parte – as perdas que a indústria vem enfrentando com a redução das exportações para a Europa. Pouco menos de duas semanas atrás, a União Europeia oficializou a cobrança de uma tarifa antidumping contra o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia.
Para acessarem o mercado europeu, as usinas argentinas terão que pagar uma tarifa de 24,9% sobre o valor do biocombustível exportado.
Apesar de ter se tornado definitiva apenas agora, o biodiesel argentino já vinha sendo tarifado – de forma preliminar – desde maio passado. Segundo a Carbio, as restrições impostas pela UE já causaram perdas de US$ 1 bilhão à indústria do país vizinho.
No ano passado, a Europa absorveu 1,4 milhões das 2,4 milhões de toneladas fabricadas na Argentina no ano passado. O faturamento da indústria com a exportação foi de US$ 1,9 bilhão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: Reuters, Wall Street Journal e Clarin
Nessa segunda-feira (02), o governo da Argentina anunciou que vai aumentar o volume de biodiesel adicionado no óleo diesel dos atuais 8% para 10%. O aumento deverá acontecer em duas etapas – 9% a partir do ano que vem e 10% em 2015.
A medida já era esperada desde meados do ano, quando o governo elevou a mistura em um ponto percentual e se comprometeu com a adoção do B10. Com a nova mistura, a demanda do mercado interno – atualmente em 850 mil toneladas –deverá crescer em 450 mil toneladas.
Com isso, a demanda interna vai passar a absorver 33% da capacidade instalada do país, que hoje está em 4 milhões de toneladas.
“O anúncio [do aumento da mistura] é muito positivo. É uma medida inteligente e serve para aliviar parcialmente os problemas da indústria”, comemorou o presidente da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), Luis Zubizarreta.
De quebra, Buenos Aires espera reduzir as importações de derivados do petróleo. Em novembro, as contas externas do país ficaram no vermelho em US$ 2,1 bilhões.
UE
A decisão de aumentar a mistura foi tomada para tentar compensar – ao menos em parte – as perdas que a indústria vem enfrentando com a redução das exportações para a Europa. Pouco menos de duas semanas atrás, a União Europeia oficializou a cobrança de uma tarifa antidumping contra o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia.
Para acessarem o mercado europeu, as usinas argentinas terão que pagar uma tarifa de 24,9% sobre o valor do biocombustível exportado.
Apesar de ter se tornado definitiva apenas agora, o biodiesel argentino já vinha sendo tarifado – de forma preliminar – desde maio passado. Segundo a Carbio, as restrições impostas pela UE já causaram perdas de US$ 1 bilhão à indústria do país vizinho.
No ano passado, a Europa absorveu 1,4 milhões das 2,4 milhões de toneladas fabricadas na Argentina no ano passado. O faturamento da indústria com a exportação foi de US$ 1,9 bilhão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações: Reuters, Wall Street Journal e Clarin